Basílica gótica em Cracóvia, na Polônia, cidade onde Santa Faustina viveu

Terço da Divina Misericórdia: Texto Completo e História

“Jesus, eu confio em Vós.” Cinco palavras simples, inscritas aos pés de uma imagem que hoje está presente em praticamente qualquer igreja católica ao redor do mundo — e que resumem toda uma espiritualidade recebida por uma freira polonesa humilde, que passou a maior parte de sua vida religiosa exercendo tarefas simples como cozinheira, jardineira e porteira.

Santa Faustina Kowalska relatou, ao longo da década de 1930, uma série de revelações privadas de Jesus sobre sua misericórdia infinita — mensagens que ela registrou cuidadosamente num diário pessoal, e que décadas depois seriam formalmente reconhecidas pela Igreja Católica, dando origem a uma das devoções contemporâneas mais praticadas em todo o mundo: o Terço da Divina Misericórdia.

Neste texto você vai encontrar o texto completo do Terço da Divina Misericórdia, a biografia de Santa Faustina, e como rezar essa devoção com fé.

Terço da Divina Misericórdia — Texto Completo

Este é o texto completo do Terço da Divina Misericórdia, rezado usando um terço comum:

Inicia-se com o Pai-Nosso, Ave-Maria e o Credo. Em seguida, nas contas grandes (onde normalmente se reza o Pai-Nosso), reza-se: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso Diletíssimo Filho, e Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.”

Nas contas pequenas (onde normalmente se reza a Ave-Maria), reza-se dez vezes: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.”

Ao final das cinco dezenas, reza-se três vezes: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.”

Muitos fiéis rezam esse terço especificamente às 15h — horário que a tradição associa à morte de Jesus na cruz, chamado “Hora da Misericórdia” — mas ele pode ser rezado em qualquer momento do dia. A festa da Divina Misericórdia é celebrada no segundo domingo da Páscoa.

A Biografia de Santa Faustina Kowalska

Terço tradicional, símbolo da devoção do Terço da Divina Misericórdia

O Terço da Divina Misericórdia nasce de uma biografia real e cuidadosamente documentada — a vida de uma religiosa polonesa que registrou, ao longo de anos, suas próprias experiências místicas num diário pessoal.

Uma infância humilde na Polônia

Helena Kowalska nasceu em 25 de agosto de 1905, na Polônia, terceira de dez filhos de uma família camponesa pobre. Desde criança, demonstrava inclinação religiosa incomum, mas só pôde ingressar na vida religiosa após anos trabalhando como empregada doméstica para ajudar no sustento da própria família.

Ingresso na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia

Em 1º de agosto de 1925, ingressou na Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, adotando o nome religioso de Irmã Maria Faustina do Santíssimo Sacramento. Ao longo de treze anos de vida religiosa, desempenhou funções simples e humildes dentro do convento — cozinheira, jardineira, porteira —, sem qualquer posição de destaque institucional.

As revelações sobre a misericórdia divina

A partir de 1931, Faustina relatou ter recebido, numa aparição específica, a visão de Jesus vestido de branco, com raios vermelhos e pálidos emanando de seu peito, que lhe teria pedido que essa imagem fosse pintada e divulgada, junto com a inscrição “Jesus, eu confio em Vós”.

O Diário

Por orientação de seu confessor, Faustina registrou cuidadosamente, ao longo dos anos seguintes, suas experiências espirituais num diário pessoal extenso, hoje publicado sob o título “Diário: A Misericórdia Divina em Minha Alma” — obra que se tornaria referência central para toda a espiritualidade da Divina Misericórdia reconhecida posteriormente pela Igreja.

Saúde frágil e morte precoce

A partir da década de 1930, a saúde de Faustina, já naturalmente frágil, começou a se deteriorar significativamente, provavelmente devido à tuberculose. Ela morreu em 5 de outubro de 1938, aos apenas 33 anos, a mesma idade tradicionalmente atribuída a Jesus Cristo em sua morte.

Apesar dessa saúde progressivamente debilitada, que a acompanharia intensamente ao longo dos últimos anos de sua vida, Faustina continuou registrando cuidadosamente suas experiências espirituais no diário pessoal, cumprindo fielmente a orientação recebida de seu confessor mesmo diante de crescente fragilidade física. Ela faleceu no convento de Cracóvia, cidade que décadas depois se tornaria centro mundial de peregrinação dedicado especificamente à sua memória e à devoção que ela ajudou a fundar, com o Santuário da Divina Misericórdia construído posteriormente naquele mesmo local, recebendo hoje milhões de peregrinos anualmente vindos de diferentes países do mundo inteiro, buscando conhecer pessoalmente o local onde essa religiosa humilde viveu suas próprias experiências místicas e registrou, com fidelidade constante, as revelações que relatava ter recebido diretamente de Jesus ao longo daqueles últimos anos intensos de sua breve existência terrena.

O Reconhecimento Oficial pela Igreja

Raios de luz vermelhos e pálidos, referência simbólica à imagem de Jesus Misericordioso

A devoção relatada por Faustina passou por um processo específico de reconhecimento eclesiástico, incluindo período de restrição seguido de aprovação formal definitiva décadas depois.

Uma proibição temporária

Vale conhecer, com honestidade, que a devoção à Divina Misericórdia enfrentou período de restrição formal por parte da Santa Sé, entre 1959 e 1978, quando o Vaticano proibiu a divulgação dessa devoção específica, principalmente devido a traduções imprecisas do diário original de Faustina, que geraram mal-entendidos teológicos sobre seu conteúdo real.

Essa restrição formal, imposta pela então Congregação do Santo Ofício (atual Congregação para a Doutrina da Fé), refletia preocupação legítima e responsável das autoridades eclesiásticas diante de possíveis imprecisões doutrinárias que poderiam ter se infiltrado nas primeiras traduções e divulgações da devoção específica relatada por Faustina, especialmente em versões traduzidas do polonês original para outros idiomas europeus. Esse tipo de investigação cuidadosa e criteriosa, embora tenha resultado em quase duas décadas de restrição formal sobre uma devoção que posteriormente seria plenamente aprovada e amplamente promovida pela própria Igreja, reflete o processo normal e responsável de discernimento que a Igreja Católica aplica sistematicamente a qualquer revelação privada relatada por qualquer fiel, independentemente de sua eventual aprovação futura, garantindo que apenas devoções teologicamente sólidas e doutrinariamente corretas recebam reconhecimento formal e ampla divulgação institucional.

Karol Wojtyla e a reabilitação da causa

Foi o então Cardeal Karol Wojtyla, arcebispo de Cracóvia (a mesma cidade onde Faustina havia vivido), quem conduziu investigação mais aprofundada sobre a questão, concluindo, com base em traduções mais fiéis e criteriosas, que não havia problema doutrinário real nos escritos originais de Faustina. Essa investigação levaria à revogação formal da proibição em 1978 — mesmo ano em que Wojtyla se tornaria Papa João Paulo II.

Essa conexão específica entre Wojtyla e a causa de Faustina não era acidental — como arcebispo de Cracóvia, ele conhecia diretamente a região e o contexto histórico e cultural onde a religiosa havia vivido e relatado suas próprias experiências místicas, permitindo-lhe avaliar com maior familiaridade cultural e linguística a autenticidade e a ortodoxia teológica real de seus escritos originais em polonês, muito antes de qualquer tradução para outros idiomas ter introduzido as imprecisões que geraram a controvérsia inicial. Essa coincidência histórica notável — o mesmo homem que revogou a proibição sobre a devoção de Faustina se tornaria, no mesmo ano específico, líder máximo da Igreja Católica universal — é frequentemente citada como um dos episódios mais marcantes de toda essa história, unindo de forma direta e pessoal a biografia de Wojtyla à trajetória posterior dessa devoção específica que ele mesmo ajudaria a consolidar definitivamente décadas depois.

Beatificação e canonização por João Paulo II

Já como papa, João Paulo II beatificou Faustina em 1993 e a canonizou em 30 de abril de 2000 — tornando-a a primeira santa canonizada no novo milênio. Na mesma cerimônia de canonização, o papa proclamou formalmente a “Festa da Misericórdia” para toda a Igreja Católica, a ser celebrada no segundo domingo da Páscoa.

A cerimônia de canonização de Faustina, realizada na Praça de São Pedro, reuniu multidão significativa de fiéis, especialmente peregrinos poloneses que viajaram especificamente para celebrar o reconhecimento formal dessa religiosa que já havia se tornado, décadas antes, figura de devoção popular crescente em seu próprio país de origem. João Paulo II, ao proclamar simultaneamente a canonização e a instituição formal da Festa da Misericórdia para toda a Igreja universal, consolidou definitivamente em um único momento litúrgico solene tanto o reconhecimento pessoal da santidade de Faustina quanto a própria devoção específica que ela havia relatado receber de Jesus, unindo assim, de forma simbólica e institucional completa, a pessoa e a mensagem que ela transmitiu ao longo de sua breve, mas intensa vida religiosa dedicada ao tema central da misericórdia divina.

Uma encíclica papal sobre o tema

Ainda em 1980, antes mesmo da canonização de Faustina, João Paulo II já havia publicado a encíclica “Dives in Misericordia” (“Rico em Misericórdia”), documento que estabeleceu as bases doutrinárias mais amplas sobre a misericórdia divina dentro do magistério católico contemporâneo, refletindo sua devoção pessoal profunda a esse tema específico.

Essa encíclica específica, uma das primeiras produzidas por João Paulo II logo no início de seu longo pontificado, desenvolveu reflexão teológica sistemática sobre a misericórdia divina revelada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, situando o tema dentro de uma compreensão mais ampla sobre a natureza de Deus e sobre a própria missão redentora de Cristo. Embora essa encíclica não faça referência direta e explícita a Santa Faustina — cuja causa de canonização ainda não havia sido formalmente concluída naquele momento específico —, sua publicação demonstra que a preocupação pessoal de João Paulo II com esse tema teológico específico já era consolidada muito antes de seu envolvimento mais direto e público com a devoção particular transmitida através das revelações relatadas pela religiosa polonesa décadas antes, refletindo talvez familiaridade prévia do próprio papa com essa tradição espiritual específica de sua terra natal.

Como Rezar e a Hora da Misericórdia

Vela acesa em devoção, símbolo de confiança e fé na Divina Misericórdia

A prática do Terço da Divina Misericórdia segue estrutura específica e acessível, e vale entender os detalhes que a acompanham segundo as próprias revelações relatadas por Faustina.

A “Hora da Misericórdia” — 15h

Segundo o diário de Faustina, Jesus teria pedido especificamente que às 15h — horário tradicionalmente associado à morte de Cristo na cruz — os fiéis implorassem sua misericórdia, especialmente pelos pecadores, mesmo que fosse apenas por um breve momento de reflexão sobre sua Paixão.

Segundo trecho específico do próprio diário de Faustina, Jesus teria dito: “Às três horas da tarde, implora a Minha misericórdia, especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve momento, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Essa é a Hora da grande misericórdia para o mundo inteiro.” Essa mensagem específica reforça a importância que a própria tradição da Divina Misericórdia atribui a esse horário particular do dia, mesmo para fiéis com rotinas ocupadas que não conseguem dedicar tempo prolongado à oração formal — um breve momento sincero de reflexão sobre a Paixão de Cristo, mesmo durando apenas alguns instantes durante uma pausa no trabalho ou nas atividades cotidianas, já é considerado suficiente para participar espiritualmente dessa “hora da grande misericórdia” mencionada especificamente nas revelações relatadas por Faustina.

A novena antes da Festa da Misericórdia

A tradição associada a essa devoção inclui uma novena específica de nove dias, rezada a partir da Sexta-feira Santa até o Sábado antes do Domingo da Divina Misericórdia, com intenções específicas para cada dia, incluindo pedidos de misericórdia para diferentes grupos de pessoas — pecadores, sacerdotes, almas devotas, entre outros.

Segundo relato do próprio diário de Faustina, cada um dos nove dias específicos dessa novena corresponde a uma intenção particular indicada diretamente por Jesus em suas revelações a ela — o primeiro dia dedicado a toda a humanidade, especialmente os pecadores; o segundo especificamente às almas dos sacerdotes e religiosos; e assim sucessivamente ao longo dos nove dias completos, cada um contemplando grupo específico de pessoas pelas quais a misericórdia divina deveria ser especialmente implorada. Muitas paróquias e comunidades católicas organizam celebração comunitária dessa novena específica, rezando o terço em conjunto todos os dias durante esse período, culminando na celebração solene da própria Festa da Misericórdia no domingo seguinte à Páscoa, momento central de todo esse ciclo devocional específico estabelecido através das revelações relatadas por Faustina décadas atrás.

A imagem de “Jesus Misericordioso”

A imagem específica solicitada por Faustina — Jesus com raios vermelhos e pálidos emanando do peito — tornou-se uma das mais reproduzidas de todo o catolicismo contemporâneo, presente hoje em incontáveis igrejas, capelas e residências de fiéis ao redor do mundo, geralmente acompanhada da inscrição “Jesus, eu confio em Vós”.

Segundo o relato de Faustina, os dois raios específicos que emanam do peito de Jesus carregam significado simbólico preciso: o raio pálido representa a água, associada ao Batismo e à justificação da alma, enquanto o raio vermelho representa o sangue, associado à vida da alma comunicada através dos sacramentos, especialmente a Eucaristia. Essa dupla simbologia específica remete diretamente ao episódio bíblico da lança que transpassou o lado de Cristo na cruz, do qual, segundo o relato evangélico de João, saiu sangue e água (João 19:34) — conexão teológica que confere fundamento bíblico direto à própria composição visual dessa imagem específica, unindo a experiência mística relatada por Faustina no século XX a uma passagem bíblica muito mais antiga sobre a própria Paixão de Cristo.

Uma devoção centrada na confiança

O elemento espiritual central de toda essa devoção específica não é fórmula mecânica ou repetição ritual, mas confiança sincera — Faustina insistia, em seus próprios escritos, que a confiança genuína em Deus é o que verdadeiramente abre a alma à ação da misericórdia divina, mais até do que a perfeição da prática externa da oração em si mesma.

Essa ênfase específica na confiança, mais do que em fórmulas exatas de oração, reflete princípio teológico central desenvolvido extensamente ao longo de todo o diário de Faustina — quanto maior a confiança de uma alma em Deus, maior também sua abertura à ação concreta da misericórdia divina em sua própria vida. Essa compreensão específica ajuda a explicar por que a jaculatória mais breve e mais amplamente conhecida associada a essa devoção — “Jesus, eu confio em Vós” — se tornou tão central e tão repetida entre os devotos, resumindo em apenas cinco palavras toda a disposição espiritual essencial que Faustina buscava transmitir através de suas revelações e de seus escritos preservados sobre esse tema específico da confiança total e incondicional na bondade divina.

Diante de necessidades específicas

Muitos fiéis recorrem ao Terço da Divina Misericórdia diante de situações difíceis específicas — doenças, dificuldades financeiras, conflitos familiares —, unindo essa súplica à confiança fundamental de que a misericórdia de Deus é maior do que qualquer dificuldade concreta enfrentada.

Muitos devotos unem essa devoção específica à própria devoção a São Maximiliano Kolbe, outro santo polonês reconhecido pela Igreja em período histórico relativamente próximo, ampliando o círculo de intercessão espiritual voltado especificamente à tradição religiosa polonesa do século XX. Essa combinação reforça um mesmo princípio espiritual presente em ambas as devoções: a confiança radical em Deus, mesmo diante das circunstâncias mais difíceis e desafiadoras da vida humana, seja através da súplica constante pela misericórdia divina, seja através do exemplo extremo de doação total vivido por Kolbe décadas antes na mesma região geográfica e cultural de onde viria também a espiritualidade específica transmitida por Santa Faustina.

Perguntas Frequentes

O que é o Terco da Divina Misericordia?

É uma devoção católica rezada com um terço comum, baseada em revelações que Santa Faustina Kowalska relatou ter recebido de Jesus na década de 1930, pedindo misericórdia divina para si e para o mundo inteiro, especialmente diante dos pecados e das dificuldades da vida cotidiana.

Quem foi Santa Faustina Kowalska?

Foi uma religiosa polonesa nascida em 1905, que viveu na Congregação das Irmas de Nossa Senhora da Misericordia exercendo funcoes humildes, e relatou revelacoes sobre a misericordia divina registradas em seu Diario, morrendo em 1938 aos 33 anos.

O que é a Hora da Misericordia?

É o horario, as 15h, associado à morte de Cristo na cruz, em que Jesus teria pedido a Faustina que os fieis implorassem sua misericordia, especialmente pelos pecadores, atraves de reflexão breve sobre sua Paixão.

O que é a imagem de Jesus Misericordioso?

É a imagem de Jesus vestido de branco, com raios vermelhos e palidos emanando do peito, que Faustina relatou ter visto e que Jesus teria pedido que fosse pintada e divulgada com a inscrição ‘Jesus, eu confio em Vos’.

A devocao a Divina Misericordia foi proibida em algum momento?

Entre 1959 e 1978, o Vaticano restringiu essa devocao devido a traducoes imprecisas do diario de Faustina, que geraram mal-entendidos teologicos. A proibição foi revogada apos investigacao mais criteriosa liderada por Karol Wojtyla.

Quando Santa Faustina foi canonizada?

Foi beatificada em 1993 e canonizada em 30 de abril de 2000 pelo Papa João Paulo II, tornando-se a primeira santa canonizada no novo milenio.

Quando é a Festa da Divina Misericordia?

É celebrada no segundo domingo da Pascoa, data proclamada formalmente por João Paulo II na mesma cerimonia de canonizacao de Faustina em 2000.

O que é a novena antes da Festa da Misericordia?

É uma novena especifica de nove dias, rezada a partir da Sexta-feira Santa ate o Sabado antes do Domingo da Divina Misericordia, com intencões especificas para diferentes grupos de pessoas a cada dia.

Qual foi o papel de Joao Paulo II na devocao a Divina Misericordia?

Publicou a enciclica ‘Dives in Misericordia’ em 1980, alem de conduzir pessoalmente, ainda como cardeal, a investigacao que levou a revogacao da proibicao anterior sobre essa devocao especifica.

Qual o elemento espiritual central dessa devocao?

Não é formula mecanica, mas confiança sincera — Faustina insistia que a confianca genuina em Deus é o que verdadeiramente abre a alma à ação da misericordia divina, mais do que a perfeição externa da propria pratica de oracao.

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A Devoção à Divina Misericórdia no Brasil

A devoção à Divina Misericórdia também tem presença extraordinariamente forte e ativa no Brasil, sendo uma das devoções católicas contemporâneas mais praticadas em todo o território nacional.

A Aliança de Misericórdia e outras organizações

Diferentes organizações católicas brasileiras dedicam-se especificamente à promoção dessa devoção, incluindo grupos que rezam diariamente o terço às 15h, seguindo rigorosamente as recomendações relatadas por Faustina, e organizando celebrações anuais específicas para a Festa da Misericórdia em diferentes cidades do país.

A Festa Nacional da Divina Misericórdia

Anualmente, celebrações específicas dedicadas à Divina Misericórdia reúnem dezenas de milhares de fiéis em diferentes cidades brasileiras, incluindo eventos de grande porte que já ultrapassaram a marca de trinta mil participantes em algumas edições específicas, refletindo o alcance verdadeiramente massivo que essa devoção conquistou entre os católicos brasileiros nas últimas décadas.

Uma devoção que continua crescendo

Mais de duas décadas após a canonização formal de Santa Faustina, a devoção à Divina Misericórdia continua atraindo novos devotos no Brasil, incluindo jovens e famílias que descobrem essa espiritualidade específica através de diferentes meios de comunicação católica, redes sociais e testemunhos pessoais de graças recebidas, consolidando-se como uma das expressões mais vivas e mais dinâmicas do catolicismo brasileiro contemporâneo, unindo a mensagem específica transmitida por essa religiosa polonesa do século XX às necessidades espirituais concretas de milhões de fiéis brasileiros que buscam, através dessa devoção particular, confiança renovada na bondade e na misericórdia infinitas de Deus.

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