Salmo 106 — Texto Completo, Significado e Oração “Louvai ao Senhor — Confissão dos Pecados de Israel”
O Espelho do Salmo 105 — A Mesma História Vista pela Infidelidade do Povo

O Salmo 106 é o par e o contraponto do Salmo 105 — e juntos os dois salmos formam o mais completo panorama da história de Israel disponível no saltério. Se o Salmo 105 narrava a fidelidade de Deus à aliança (a perspectiva divina da história), o Salmo 106 narra a infidelidade do povo à mesma aliança (a perspectiva humana da história). A mesma história de Abraão ao Êxodo e à posse da terra — mas desta vez contada a partir dos fracassos, das rebeliões, das idolatrias e das ingratidões do povo. É a história como confissão.
O Salmo 106 tem um enquadramento único: começa com “Louvai ao Senhor! Dai graças ao Senhor, porque ele é bom” (v.1) e termina com “salvai-nos, Senhor nosso Deus” (v.47). Entre a gratidão inicial e o clamor final está uma longa e honesta confissão de que Israel não mereceu nenhuma das misericórdias que o Salmo 105 descreveu — mas as recebeu apesar da sua infidelidade. É a gramática mais completa da graça disponível no Antigo Testamento: não graça apesar do nada, mas graça apesar do muito.
O versículo mais importante do Salmo 106 é o versículo 8: “Mas salvou-os por amor do seu nome, para fazer conhecida a sua potência.” É a mesma teologia do Salmo 79:9 — “auxilia-nos por amor da glória do teu nome” — e do Salmo 99:8 — “foste para eles um Deus que perdoa.” A salvação de Israel não foi merecida — foi por “amor do seu nome.” Deus agiu de forma coerente com quem Ele é, independentemente do que Israel havia merecido. É o coração do Evangelho antecipado na história do Antigo Testamento.
Salmo 106 — Texto Completo (Seleção dos Versículos Centrais)
1 Louvai ao Senhor! Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.
2 Quem proclamará os poderosos feitos do Senhor? Quem fará ouvir todo o seu louvor?
3 Bem-aventurados os que guardam o julgamento e fazem justiça em todo o tempo.
4 Lembra-te de mim, Senhor, com o favor que tens para com o teu povo; visita-me com a tua salvação;
5 para que eu veja o bem dos teus escolhidos, para que me alegre com a alegria da tua nação, para que me glorifique com a tua herança…
6 Pecamos juntamente com os nossos pais; fizemos iniquidade, praticamos impiedade.
7 Os nossos pais no Egito não entenderam as tuas maravilhas; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias, mas foram rebeldes no mar, no Mar Vermelho…
8 Mas salvou-os por amor do seu nome, para fazer conhecida a sua potência.
13 Mas depressa se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho.
14 Desejaram ardentemente no deserto, e tentaram a Deus no ermo.
21 Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito…
23 Por isso ele disse que os destruiria, se Moisés, seu escolhido, não se tivesse posto na brecha diante dele para desviar a sua ira de os destruir.
43 Muitas vezes os livrou; mas eles o provocaram com o seu conselho, e foram abatidos pela sua iniquidade.
44 Contudo, considerou a angústia deles quando ouviu o seu clamor.
45 E por amor deles lembrou-se da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias.
46 Fez também que tivessem misericórdia de todos os que os tinham levado cativos.
47 Salva-nos, Senhor nosso Deus, e ajunta-nos dentre as nações, para que demos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor.
48 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade; e todo o povo diga: Amém. Louvai ao Senhor!— Salmo 106 (seleção — Almeida Revista e Atualizada)
Contexto — O Encerramento do Livro IV e a Doxologia

O Salmo 106 encerra o Livro IV do saltério (Salmos 90-106) com a doxologia do versículo 48: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade; e todo o povo diga: Amém. Louvai ao Senhor!” — a mesma estrutura das doxologias que encerram cada um dos cinco livros do saltério.
O contexto histórico do Salmo 106 é o exílio babilônico — a situação é revelada pelo versículo 47: “salva-nos, Senhor nosso Deus, e ajunta-nos dentre as nações.” O povo está disperso entre as nações — e o salmista entende por quê: os pecados descritos nos versículos 6-46 são exatamente os que os profetas apontaram como causa do exílio. O Salmo 106 é confissão histórica que explica o exílio e ao mesmo tempo é oração para o retorno. Leia o Salmo 105 como o par positivo do Salmo 106 na dupla histórica.
Estrutura do Salmo 106
Introdução — Louvor e Pedido Pessoal (v.1-5): “Louvai ao Senhor!” (v.1), a confissão do privilégio de pertencer ao povo de Deus (v.2-3), o pedido pessoal de ser incluído na salvação (v.4-5).
A Confissão Histórica — Os Pecados no Deserto (v.6-33): Identificação com os pais (v.6), rebeldia no Mar Vermelho (v.7-12), esquecimento e cobiça (v.13-15), inveja de Moisés (v.16-18), o bezerro de ouro (v.19-23), murmuração contra a terra (v.24-27), Baal-Peor (v.28-31), as águas de Meribá (v.32-33).
A Confissão na Terra Prometida (v.34-46): Não destruíram as nações (v.34-35), serviram aos ídolos (v.36-38), derramaram sangue inocente (v.37-39), o furor de Deus (v.40-42), a misericórdia que persiste (v.43-46).
O Clamor Final e a Doxologia (v.47-48): “Salva-nos, Senhor nosso Deus” (v.47), “Bendito seja o Senhor… Louvai ao Senhor!” (v.48).
Análise das Seções Centrais
Versículos 1-5 — Louvor, Bem-aventurança e Pedido Pessoal
“Louvai ao Senhor! Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre… Lembra-te de mim, Senhor, com o favor que tens para com o teu povo; visita-me com a tua salvação.”
“Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” — a abertura do Salmo 106 é a fórmula litúrgica mais usada em todo o saltério — aparecendo também em Salmos 107:1, 118:1, 136:1. É a declaração mais fundamental sobre o caráter de Deus: bondade e misericórdia eterna. Curioso que o Salmo 106 — que vai descrever tantos pecados — abra com esta declaração de bondade. É posicionamento teológico deliberado: a confissão dos pecados só é possível dentro da certeza da misericórdia de Deus.
“Lembra-te de mim, Senhor, com o favor que tens para com o teu povo” (v.4) — pedido pessoal no meio de um salmo coletivo. O “mim” singular no meio do “nós” coletivo é teologia da salvação individual dentro da salvação comunitária. O indivíduo não é salvo isoladamente — é salvo como parte do povo. Mas a salvação do povo não cancela a necessidade de que cada indivíduo peça “lembra-te de mim.” Para a Oração da Manhã.
Versículo 6 — Pecamos Juntamente com os Nossos Pais
“Pecamos juntamente com os nossos pais; fizemos iniquidade, praticamos impiedade.”
“Pecamos juntamente com os nossos pais” — a confissão corporativa mais radical do saltério. O salmista não diz “os nossos pais pecaram” — diz “pecamos juntamente com os nossos pais.” É solidariedade de pecado que atravessa gerações: a geração presente não é inocente em relação aos pecados das gerações passadas. É teologia da solidariedade histórica — que o povo de Deus é comunidade através do tempo, e que os erros do passado são patrimônio de toda a comunidade, não apenas das gerações que os cometeram. É também o fundamento da intercessão — que um pode confessar o pecado de outros e pedir misericórdia por eles. Leia o Salmo 51 como o par da confissão pessoal mais completa do saltério.
Versículo 8 — Salvou-os por Amor do Seu Nome
“Mas salvou-os por amor do seu nome, para fazer conhecida a sua potência.”
“Mas salvou-os por amor do seu nome” — o “mas” adversativo que salva. Depois do versículo 7 que descreve a rebeldia no Mar Vermelho — “mas foram rebeldes no mar” — o versículo 8 responde com “mas salvou-os.” Dois “mas” em dois versículos consecutivos: o “mas” da rebeldia humana e o “mas” da misericórdia divina. O “mas” de Deus é maior. “Por amor do seu nome” — não por mérito de Israel, não pela pressão política dos acontecimentos, não pela diplomacia de Moisés — por amor do Seu nome. É a teologia que Ezequiel 36:22-23 desenvolverá explicitamente: “não é por amor de vós… mas por amor do meu santo nome.” Leia o Salmo 79:9 — “por amor da glória do teu nome” — como o par mais próximo deste argumento de oração.
Versículos 13-15 — Esquecimento, Cobiça e Seus Efeitos
“Mas depressa se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho. Desejaram ardentemente no deserto, e tentaram a Deus no ermo. E deu-lhes o que pediram, mas enviou magreza à sua alma.”
“Mas depressa se esqueceram das suas obras” — o esquecimento como pecado central (como o Salmo 78 havia estabelecido). Não houve tempo de esquecer — “depressa” esqueceram. A travessia do Mar Vermelho estava fresca na memória — e já estavam testando a Deus no deserto. “Desejaram ardentemente no deserto” — a cobiça que não aceita os caminhos de Deus e exige o que os próprios desejos querem. “E deu-lhes o que pediram, mas enviou magreza à sua alma” (v.15) — versículo de teologia da resposta de Deus à cobiça: deu o que pediram (as codornizes de Nm 11:31-34) e junto veio a “magreza” (razon — esgotamento, empobrecimento) da alma. Ter o que se quer sem o que se precisa. É a forma mais sutil de julgamento: Deus responde à cobiça dando exatamente o que foi pedido — e revelando a insuficiência do que foi pedido. Para os versículos de fé e motivação.
Versículo 23 — Moisés na Brecha
“Por isso ele disse que os destruiria, se Moisés, seu escolhido, não se tivesse posto na brecha diante dele para desviar a sua ira de os destruir.”
“Se Moisés, seu escolhido, não se tivesse posto na brecha diante dele” — a imagem militar da “brecha” (perets) — o ponto de vulnerabilidade numa muralha onde o inimigo pode entrar. Moisés “se pôs na brecha” — colocou-se entre o julgamento de Deus e o povo que o merecia. É a imagem mais poderosa de intercessão disponível no Antigo Testamento — e antecipação direta da obra de Cristo que “se pôs na brecha” entre o julgamento divino e a humanidade. É Êxodo 32:31-32 em imagem poética: Moisés que disse “perdoa o pecado deles — e se não, apaga-me do teu livro.” Leia o Salmo 99:6 — “Moisés e Arão entre os seus sacerdotes… clamavam ao Senhor, e ele lhes respondia” — como o par desta intercessão de Moisés.
Versículos 43-46 — Muitas Vezes os Livrou: A Misericórdia Perseverante
“Muitas vezes os livrou; mas eles o provocaram com o seu conselho… Contudo, considerou a angústia deles quando ouviu o seu clamor. E por amor deles lembrou-se da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias.”
“Muitas vezes os livrou; mas eles o provocaram” — o ciclo de misericórdia-rebeldia-misericórdia que o Salmo 78 havia descrito em detalhes é aqui resumido em uma linha: “muitas vezes os livrou; mas eles o provocaram.” O padrão repetiu-se tantas vezes que o salmista não enumera cada ocorrência — sintetiza. “Contudo, considerou a angústia deles quando ouviu o seu clamor” (v.44) — o “contudo” (vayar) é a virada mais improvável possível. Depois de “muitas vezes os livrou” e “eles o provocaram” — “contudo considerou.” A misericórdia de Deus não se esgota com a frequência da rebeldia. “Por amor deles lembrou-se da sua aliança” (v.45) — a aliança que o Salmo 105:8 havia declarado que Deus “se lembra perpetuamente” é aqui cumprida: mesmo depois de toda a infidelidade, Deus “lembrou-se” da aliança. É o mesmo verbo (zachar) — a memória ativa que age. Para os versículos de esperança.
Versículo 47-48 — O Clamor Final e a Doxologia
“Salva-nos, Senhor nosso Deus, e ajunta-nos dentre as nações, para que demos graças ao teu santo nome… Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade; e todo o povo diga: Amém. Louvai ao Senhor!”
“Salva-nos, Senhor nosso Deus, e ajunta-nos dentre as nações” (v.47) — o clamor do exílio que revela o contexto histórico do Salmo 106. O povo está disperso — e o Salmo 106 é a oração que pede retorno. Mas o retorno pedido não é apenas geográfico: “para que demos graças ao teu santo nome e nos gloriemos no teu louvor.” O retorno tem propósito litúrgico — voltar para poder louvar adequadamente. “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade; e todo o povo diga: Amém. Louvai ao Senhor!” (v.48) — doxologia que encerra o Livro IV do saltério. O Livro IV começa com o Salmo 90 (o clamor de Moisés pela brevidade humana e a eternidade de Deus) e termina com o Salmo 106 (a confissão da infidelidade humana e a misericórdia eterna de Deus). Entre brevidade e misericórdia — esta é a condição humana diante de Deus. Leia os versículos sobre o amor de Deus.
A Lista dos Pecados do Salmo 106 — O Mais Completo do Saltério
O Salmo 106 contém a lista mais completa de pecados do povo de Israel disponível em qualquer salmo — dez episódios de infidelidade narrados em sequência histórica:
1. Rebeldia no Mar Vermelho (v.7) — não se lembraram das misericórdias de Deus.
2. Esquecimento rápido e cobiça (v.13-15) — esqueceram as obras de Deus e desejaram ardentemente no deserto.
3. Inveja de Moisés e Arão (v.16-18) — a conspiração de Datan e Abirão (Nm 16).
4. O Bezerro de Ouro (v.19-23) — “trocaram a sua glória pela imagem de um boi que come erva.”
5. Desprezo pela Terra Prometida (v.24-27) — não creram na palavra de Deus (Nm 13-14).
6. Baal-Peor (v.28-31) — a idolatria com as mulheres de Moabe (Nm 25).
7. As Águas de Meribá (v.32-33) — provocaram a ira de Deus e Moisés falou precipitadamente.
8. Não destruíram as nações (v.34-35) — desobediência ao mandato de Deus na conquista.
9. Serviram aos ídolos (v.36-38) — até sacrificaram os filhos aos demônios.
10. Contaminação e ira de Deus (v.39-42) — a sequência de apostasia que culminou no exílio.
Dez pecados — número de completude. É a história completa da infidelidade de Israel — e ao mesmo tempo a história completa da misericórdia de Deus que “muitas vezes os livrou” (v.43) apesar de tudo.
A Teologia da Graça Inmerecida no Salmo 106
O Salmo 106 é a afirmação mais completa do Antigo Testamento do que Paulo chamará de “graça” — favor de Deus que não é merecido. Três aspectos:
1. A salvação não foi merecida: “Mas salvou-os por amor do seu nome” (v.8) — não por amor de quem eram, não pelo que haviam feito, mas “por amor do seu nome.” O critério da salvação de Israel é o caráter de Deus — não o mérito de Israel.
2. A misericórdia foi repetida apesar da repetição do pecado: “Muitas vezes os livrou; mas eles o provocaram” (v.43) — a rebeldia não era nova e a misericórdia também não era nova. O padrão se repetiu “muitas vezes.” A graça de Deus não se esgota com a frequência do pecado.
3. A aliança sobreviveu à infidelidade: “Por amor deles lembrou-se da sua aliança” (v.45) — a aliança de Deus não foi cancelada pela infidelidade de Israel. É a mesma afirmação de Paulo em Romanos 11:29 — “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.” Leia o Salmo 89:33 — “mas não tirarei dele a minha misericórdia” — como o par desta perseverança da aliança.
O Salmo 106 e Neemias 9
O Salmo 106 tem paralelo estrutural notável com a grande confissão de Neemias 9 — o capítulo onde os levitas lideraram o povo no retorno do exílio em uma longa oração de confissão histórica que percorre os mesmos eventos: a criação, Abraão, o Egito, o Êxodo, o deserto, Moisés, a terra prometida, a apostasia. A oração de Neemias 9 é o Salmo 106 em forma de liturgia penitencial do período pós-exílico.
Ambos os textos têm a mesma estrutura: (1) louvor pela bondade de Deus, (2) confissão dos pecados históricos com sua especificidade narrativa, (3) reconhecimento de que Deus foi justo nos julgamentos e misericordioso nas libertações, (4) clamor pelo retorno e pela restauração. É o padrão da oração penitencial mais completo da Escritura — e o Salmo 106 é o seu modelo poético mais acabado. Leia o Salmo 78 como o par histórico do Salmo 106 com ênfase diferente.
O Salmo 106 na Liturgia Cristã e Judaica
Na tradição judaica, o Salmo 106 é lido em Yom Kippur — o Dia da Expiação — como confissão coletiva dos pecados históricos de Israel. A estrutura de confissão histórica que identifica o penitente com todos os pecados dos seus antepassados (“pecamos juntamente com os nossos pais” — v.6) corresponde precisamente à liturgia de Yom Kippur onde toda a comunidade confessa coletivamente uma lista de pecados.
Na Liturgia das Horas cristã, o Salmo 106 é cantado no Ofício de Leitura de segunda-feira da segunda semana — no início de nova semana, a comunidade recita a longa confissão histórica como memória de que toda nova semana começa a partir da misericórdia de Deus, não do mérito humano. O versículo 1 — “dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” — é o versículo responsorial de missas do Tempo Comum ao longo do ano litúrgico.
Como Viver o Salmo 106 no Cotidiano
1. Louvar Antes de Confessar — Versículo 1
“Louvai ao Senhor! Dai graças ao Senhor, porque ele é bom” — praticar o posicionamento do Salmo 106: louvar antes de confessar. A confissão não é o ponto de partida — a bondade de Deus é. Começar a oração penitencial com declaração da bondade e da misericórdia de Deus que “dura para sempre” é o enquadramento que torna a confissão possível e frutífera. Para a Oração da Manhã.
2. Confessar com Solidariedade Histórica — Versículo 6
“Pecamos juntamente com os nossos pais” — praticar a confissão corporativa e histórica. Não apenas confessar os pecados individuais presentes — mas identificar-se com os padrões de pecado que atravessam a família, a comunidade, a nação. Esta forma de confissão é disponível para pedidos de restauração que transcendem o individual. Para os versículos sobre o amor de Deus.
3. Contar com o “Mas Salvou” — Versículo 8
“Mas salvou-os por amor do seu nome” — declarar este versículo sobre a própria historia de pecado e misericórdia. “Mas Ele me salvou — não por mérito meu, mas por amor do Seu nome.” É a afirmação mais libertadora do Salmo 106 — que a salvação não depende do historial de fidelidade mas do nome de Deus que permanece. Leia os versículos de esperança.
4. Clamar Pelo Ajuntamento — Versículo 47
“Salva-nos, Senhor nosso Deus, e ajunta-nos dentre as nações” — usar este versículo como oração de unidade eclesial. A dispersão que o versículo 47 descreve é geográfica — mas a dispersão da Igreja contemporânea (divisão denominacional, fragmentação comunitária, isolamento individual) é análoga. Clamar pelo “ajuntamento” da Igreja dispersa é oração coerente com o espírito do Salmo 106. Para os versículos de fé e motivação.
Oração Baseada no Salmo 106
Louvai ao Senhor!
Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque a Sua misericórdia dura para sempre.
Lembra-Te de mim, Senhor,
com o favor que tens para com o Teu povo.
Visita-me com a Tua salvação.
Pecamos juntamente com os nossos pais.
Fizemos iniquidade, praticamos impiedade.
No Mar Vermelho foram rebeldes.
No deserto se esqueceram depressa.
Desejaram ardentemente — e Deus lhes deu —
mas enviou magreza à sua alma.
Mas Tu os salvaste — por amor do Teu nome.
Muitas vezes os livraste.
E eles Te provocaram.
Mas Tu consideraste a angústia deles.
Quando ouviste o seu clamor — respondeste.
Lembraste-Te da Tua aliança.
Arrependeste-Te segundo a multidão das Tuas misericórdias.
Salva-nos, Senhor nosso Deus.
Ajunta-nos dentre as nações —
para que demos graças ao Teu santo nome.
Bendito seja o Senhor Deus de Israel
de eternidade em eternidade.
Amém.
Louvai ao Senhor!
Frases do Salmo 106 para Compartilhar
- “Louvai ao Senhor! Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.” — Salmo 106:1
- “Lembra-te de mim, Senhor, com o favor que tens para com o teu povo; visita-me com a tua salvação.” — Salmo 106:4
- “Pecamos juntamente com os nossos pais; fizemos iniquidade, praticamos impiedade.” — Salmo 106:6
- “Mas salvou-os por amor do seu nome, para fazer conhecida a sua potência.” — Salmo 106:8
- “E por amor deles lembrou-se da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias.” — Salmo 106:45
- “Salva-nos, Senhor nosso Deus, e ajunta-nos dentre as nações.” — Salmo 106:47
- “Bendito seja o Senhor Deus de Israel, de eternidade em eternidade; e todo o povo diga: Amém. Louvai ao Senhor!” — Salmo 106:48
- “O Salmo 106 é o Evangelho em confissão: ‘Mas salvou-os por amor do seu nome’ — a salvação não foi merecida, mas foi dada.”

O Salmo 106 e Outros Conteúdos do Site
- Salmo 105 — A mesma história vista pela fidelidade de Deus — par direto do Salmo 106.
- Salmo 78 — A grande narrativa histórica — par da confissão histórica do Salmo 106.
- Salmo 51 — O grande salmo de confissão pessoal — par da confissão do Salmo 106.
- Salmo 89 — “Não tirarei a minha misericórdia” — par da aliança que persiste do v.45.
- Salmo 99 — “Moisés na brecha” — par do v.23 do Salmo 106.
- Versículos de Esperança — “Mas salvou-os por amor do seu nome” — o v.8 como fundamento de esperança.
- Versículos sobre o Amor de Deus — “A multidão das suas misericórdias” — v.45 desenvolvido.



