Novena de São Tomás de Vilanova — 9 Dias de Oração ao Bispo dos Pobres de Valência
Há um arcebispo do século XVI que distribuiu tão sistematicamente os rendimentos da sua diocese pelos pobres que os seus auxiliares temiam que não restasse nada para o funcionamento da cúria — e que respondeu às preocupações com uma frase que resume toda a sua teologia da caridade: “Os pobres são a minha cúria.” São Tomás de Vilanova foi o arcebispo de Valência que transformou o princípio evangélico da preferência pelos pobres em programa de gestão diocesana — dotando hospitais, fundando casas para mulheres em situação de vulnerabilidade, resgatando escravos mouros e libertando prisioneiros de guerra com uma generosidade que os seus contemporâneos reconheciam como sobrenatural.
Antes de ser arcebispo, Tomás havia sido o prior geral dos Agostinianos — e a formação agostiniana, com o seu amor apaixonado a Deus e a sua atenção radical às necessidades do próximo, marcou indelevelmente o seu episcopado. A combinação de uma vida interior de uma profundidade mística intensa com uma actividade caritativa de uma concretude que chocava os administradores da diocese é o paradoxo mais eloquente da sua santidade: o contemplativo que era ao mesmo tempo o gestor mais radical da caridade que Valência havia conhecido.
Declarado Doutor da Igreja por Alexandre VII em 1658. A sua festa é celebrada em 22 de setembro.
Quem Foi São Tomás de Vilanova

Tomás de Vilanova nasceu em 1488 em Fuenllana, Ciudad Real, Espanha, filho de um moleiro que distribuía aos pobres parte da farinha que moía. Esta herança familiar de partilha com os pobres — que Tomás havia visto em criança antes de a transformar em programa episcopal — é uma das origens mais humildes e mais concretas de um programa caritativo que transformou uma das maiores dioceses de Espanha.
Estudou em Alcalá de Henares — a universidade erasmista que formou tantos reformadores espanhóis do século XVI — e entrou para os Agostinianos em 1516, onde mostrou rapidamente uma capacidade intelectual e uma santidade pessoal que o puseram em evidência. Foi professor em Salamanca, onde Carlos V quis um dia ouvi-lo pregar — e onde Tomás pregou com uma veemência sobre a responsabilidade dos ricos para com os pobres que o rei, em vez de se irritar, ficou impressionado.
Em 1533, Carlos V nomeou-o arcebispo de Valência — contra a sua vontade. A resistência de Tomás foi característica: escondeu-se no mosteiro durante dias antes de ceder. Quando chegou a Valência, a primeira pergunta que fez foi sobre o número de pobres da diocese. A gestão que se seguiu foi de uma radicalidade que ainda hoje impressiona os historiadores: os rendimentos episcopais distribuídos sistematicamente, os hospitais dotados, as prostitutas resgatadas com dote para casarem honestamente, os escravos mouros libertados com dinheiro da diocese.
Morreu em 8 de setembro de 1555 em Valência — na data da festa da Natividade de Maria, que havia amado durante toda a vida. Canonizado em 1658. Doutor da Igreja desde 1658. A sua festa é celebrada em 22 de setembro.
“Os Pobres São a Minha Cúria”: A Teologia da Caridade Radical
A frase que define o episcopado de Tomás de Vilanova — “os pobres são a minha cúria” — é mais do que uma declaração sentimental: é uma decisão administrativa com consequências concretas. Tomás redistribuía sistematicamente os rendimentos da diocese pelos pobres porque acreditava genuinamente que esses rendimentos pertenciam primeiro aos pobres — e que a administração episcopal era ao serviço desta redistribuição, não ao contrário.
Esta teologia — que Tomás havia bebido em Agostinho de Hipona e que traduz o conceito patrístico de que os bens da Igreja são dos pobres — foi vivida com uma radicalidade que os seus auxiliares achavam excessiva mas que os pobres de Valência reconheciam como autêntica. A diocese de Valência não ficou destruída pela caridade de Tomás: ficou renovada por ela. A credibilidade da Igreja depende, para Tomás, de os pobres reconhecerem nela o seu lugar.
O Pregador: A Eloquência ao Serviço dos Pobres

Tomás de Vilanova foi um dos maiores pregadores espanhóis do século XVI — reconhecido pelos seus contemporâneos como um Crisóstomo espanhol. Os seus sermões — escritos em latim e depois traduzidos — têm uma qualidade literária e teológica que justifica o título de Doutor da Igreja que lhe foi concedido. A pregação era para Tomás o instrumento primário do episcopado: o arcebispo que não pregava não era arcebispo, era apenas administrador.
Os sermões de Tomás sobre a caridade, sobre a responsabilidade dos ricos, sobre o julgamento final são dos textos mais vibrantes da homilética espanhola do século XVI. A mesma veemência que havia impressionado Carlos V em Salamanca continuou a marcar os sermões em Valência — com a diferença de que em Valência, Tomás tinha também a obra de caridade para confirmar o que pregava.
Como Rezar Esta Novena
A Novena de São Tomás de Vilanova pode ser rezada nos nove dias que precedem a sua festa de 22 de setembro — de 13 a 21 de setembro — ou em qualquer momento do ano. É especialmente indicada para:
- Para a caridade organizada aos pobres — em honra do arcebispo que fez dos pobres a sua cúria
- Para os arcebispos e bispos
- Para os Agostinianos e as obras da Ordem
- Para pedir a graça de dar com generosidade radical
- Para a diocese de Valência e o povo espanhol
- Para os pregadores que pregam a justiça social
Oração de Abertura (Todos os Dias)
Glorioso São Tomás de Vilanova, arcebispo de Valência que disses “os pobres são a minha cúria” e que distribuístes os rendimentos da diocese pelos pobres com uma generosidade que chocava os administradores e enchia de alegria os pobres, intercedei por mim durante estes nove dias de novena. Vós que aprendestes a caridade em casa — vendo o pai moleiro dar parte da farinha aos pobres — e que a exercestes à escala de toda uma arquidiocese, intercedei para que eu também aprenda esta generosidade que não calcula o que sobra mas que dá o que é necessário. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Primeiro Dia — O Pai Moleiro: A Caridade Herdada
Meditação: O pai de Tomás era moleiro e distribuía parte da farinha que moía pelos pobres da aldeia. Este gesto simples — o moleiro que partilha o trabalho das mãos — foi a primeira escola de caridade de Tomás. A caridade que se aprende em casa — não como princípio abstracto mas como prática concreta observada na infância — é a que mais profundamente forma o carácter. Tomás viu a caridade antes de a estudar, praticou-a antes de a pregar, e pregou-a com a autoridade de quem a havia visto no rosto do pai.
São Tomás de Vilanova, cujo pai moleiro te ensinou a caridade distribuindo farinha pelos pobres, intercedei para que eu honre os que me ensinaram a generosidade com o exemplo. E que eu transmita esta lição às gerações seguintes não apenas com palavras mas com o mesmo gesto concreto que o moleiro te ensinou. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Segundo Dia — “Os Pobres São a Minha Cúria”: A Prioridade que Transforma
Meditação: Quando os auxiliares de Tomás lhe disseram que os rendimentos da diocese não chegavam para pagar a cúria porque ele os havia distribuído pelos pobres, a resposta foi imediata: “Os pobres são a minha cúria.” Esta resposta — que inverte a lógica administrativa habitual — é a afirmação mais radical possível da prioridade evangélica pelos pobres. Para Tomás, a administração da diocese existia para servir os pobres, não para se servir dos rendimentos que pertenciam aos pobres.
São Tomás de Vilanova, que fizeste dos pobres a tua prioridade administrativa, intercedei para que eu estabeleça as minhas próprias prioridades com a mesma clareza evangélica. Que os pobres — em qualquer forma que tomem na minha vida — sejam a minha “cúria”: a que serve e não a que se serve. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Terceiro Dia — O Resgate dos Escravos: A Liberdade como Caridade
Meditação: Uma das obras de caridade mais singulares de Tomás em Valência foi o resgate sistemático de escravos mouros — que eram prisioneiros de guerra ou piratas capturados que haviam sido vendidos como escravos em Valência. Tomás usava dinheiro da diocese para comprar a sua liberdade — não distinguindo entre cristão e mouro na hora do resgate. Esta caridade radical — que libertava os inimigos da cristandade com o mesmo dinheiro que libertava os cristãos — era a expressão mais concreta do amor universal que o Evangelho exige.
São Tomás de Vilanova, que resgataste escravos mouros com dinheiro da diocese sem distinguir pela fé, intercedei pelos que trabalham pela libertação dos escravos modernos — vítimas do tráfico humano, do trabalho forçado, das formas contemporâneas de escravidão. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quarto Dia — O Dote para as Mulheres Pobres: A Dignidade Restaurada
Meditação: Uma das iniciativas mais criativas do episcopado de Tomás foi a criação de um fundo de dotes para mulheres pobres que não podiam casar por falta de recursos — o que as deixava vulneráveis à prostituição ou ao serviço doméstico em condições de exploração. Tomás dotou centenas de mulheres com dinheiro da diocese, permitindo-lhes casamentos dignos. Esta iniciativa — que não se contentava com a caridade de subsistência mas que criava condições para a independência e a dignidade — antecipava o que a doutrina social contemporânea chama de “promoção humana integral.”
São Tomás de Vilanova, que criaste dotes para mulheres pobres restaurando a sua dignidade e a sua independência, intercedei pelas mulheres em situação de vulnerabilidade hoje. Pelos que trabalham com mulheres em risco de exploração. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quinto Dia — A Resistência ao Episcopado: A Santidade que Foge do Poder
Meditação: Quando Carlos V nomeou Tomás arcebispo de Valência, este escondeu-se durante dias no mosteiro agostiniano para evitar a aceitação. Esta resistência — que a tradição dos santos bispos repete com uma consistência notável: Agostinho, Gregório Magno, Gregório de Nazianzo, João Crisóstomo, Gaudêncio — é o sinal de uma santidade que não busca o poder mas que serve quando é chamada. O bispo que não queria ser bispo é muitas vezes o melhor dos bispos.
São Tomás de Vilanova, que te escondeste para evitar o episcopado e que servistes com generosidade total quando cedeste, intercedei para que eu aceite as responsabilidades que chegam sem ser pedidas com a mesma disposição. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Sexto Dia — O Pregador de Carlos V: A Verdade ao Poder
Meditação: Quando Carlos V ouviu Tomás pregar em Salamanca sobre a responsabilidade dos ricos para com os pobres — uma pregação que outros estariam tentados a suavizar diante do imperador — Tomás não suavizou nada. E Carlos V, em vez de se irritar, ficou impressionado. Este episódio revela dois sinais de grandeza: o pregador que não adapta a mensagem ao público poderoso, e o homem de poder que reconhece a verdade mesmo quando lhe é incómoda. A verdade pregada com coragem e acolhida com humildade é o ideal de todo o diálogo entre a Igreja e o poder civil.
São Tomás de Vilanova, que pregaste a verdade a Carlos V sem a suavizar, intercedei para que eu aprenda a dizer a verdade ao poder com a coragem de Tomás e com a caridade que torna a verdade acolhível. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Sétimo Dia — Os Sermões: A Eloquência da Caridade
Meditação: Os sermões de Tomás de Vilanova — que lhe valeram o título informal de “Crisóstomo espanhol” — são obras de uma qualidade literária e teológica que o título de Doutor da Igreja confirmou. A sua eloquência não era apenas estética: era ao serviço da caridade que pregava e praticava. A palavra que pregava era confirmada pela obra que realizava — e a obra que realizava tornava credível a palavra que pregava. Tomás ensinou que o pregador é julgado não apenas pela qualidade do sermão mas pela coerência entre o que diz e o que vive.
São Tomás de Vilanova, cujos sermões eram confirmados pelas obras de caridade que realizavas, intercedei para que eu nunca separe a palavra da acção. Que o que digo sobre a fé seja sempre confirmado pelo que faço com a fé. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oitavo Dia — A Morte na Festa de Maria: O Repouso Bem-Ganho
Meditação: Tomás de Vilanova morreu em 8 de setembro de 1555 — na festa da Natividade de Maria — depois de vinte e dois anos de episcopado em Valência durante os quais havia redistribuído a quase totalidade dos rendimentos da diocese pelos pobres. Morreu pobre — tal como havia vivido — sem ter acumulado nada para si, sem ter guardado nada para o fim. O arcebispo que havia dito “os pobres são a minha cúria” morreu confirmando a afirmação: nada para si, tudo para os outros.
São Tomás de Vilanova, que morreste pobre na festa de Maria depois de ter dado tudo, intercedei para que eu viva com a generosidade que não guarda para o fim. Que na hora da minha morte eu tenha dado mais do que retido. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Nono Dia — Consagração Final
Meditação: São Tomás de Vilanova viveu sessenta e sete anos — dos quais cinquenta foram de vida religiosa e episcopal de uma intensidade e de uma fecundidade que a história de Valência ainda preserva. O moleiro filho que dava farinha; o frade agostiniano que dava o livro que possuía; o arcebispo que dava os rendimentos da diocese. Uma vida de dádiva crescente — do pão do pai à farinha do moleiro à herança da diocese inteira. O legado de Tomás não é o que acumulou mas o que não acumulou — e os pobres de Valência que o sabem melhor do que ninguém.
São Tomás de Vilanova, ao terminar esta novena de nove dias, eu me comprometo a examinar onde posso dar mais — do meu tempo, dos meus recursos, da minha atenção — aos que têm menos. Intercedei pelas intenções desta novena. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oração de Encerramento (Todos os Dias)
Glorioso São Tomás de Vilanova, arcebispo dos pobres e Doutor da Igreja, recebei as orações desta novena e intercedei por mim junto ao Senhor Jesus. Obtende para mim a graça de uma generosidade que não calcula o que sobra, de uma pregação que é confirmada pela vida, e de uma gestão dos bens que coloca os pobres no primeiro lugar — como tu fizeste durante vinte e dois anos em Valência. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quando Rezar Esta Novena
- De 13 a 21 de setembro — nos nove dias antes da festa de 22 de setembro
- Para a caridade organizada aos pobres
- Para os arcebispos e bispos
- Para os Agostinianos
- Para pedir a graça da generosidade radical
- Para os pregadores que pregam a justiça social
As 10 Perguntas Mais Frequentes sobre São Tomás de Vilanova e Esta Novena
1. Quem foi São Tomás de Vilanova?
São Tomás de Vilanova (1488-1555) foi um religioso agostiniano espanhol, arcebispo de Valência de 1533 a 1555. É famoso pela sua caridade radical — redistribuindo os rendimentos da diocese pelos pobres, resgatando escravos e dotando mulheres pobres. A sua frase mais célebre: “Os pobres são a minha cúria.” Doutor da Igreja desde 1658. Festa em 22 de setembro.
2. Quando é a festa de São Tomás de Vilanova?
A festa de São Tomás de Vilanova é celebrada em 22 de setembro. A novena começa em 13 de setembro.
3. O que significa “os pobres são a minha cúria”?
Esta frase resume a teologia da caridade de Tomás: os rendimentos episcopais pertencem primeiro aos pobres, e a administração da diocese existe para servir esta redistribuição. Quando os auxiliares disseram que não havia dinheiro para a cúria porque Tomás o havia dado aos pobres, ele respondeu que os pobres eram a sua cúria — a estrutura mais importante do seu episcopado.
4. O que foi a caridade de São Tomás em Valência?
As obras de caridade de Tomás em Valência incluíam: distribuição sistemática dos rendimentos episcopais pelos pobres; dotação de hospitais; criação de fundos de dotes para mulheres pobres que não podiam casar; resgate de escravos mouros com dinheiro da diocese; libertação de prisioneiros de guerra. Tudo financiado com os rendimentos da arquidiocese.
5. Por que Tomás de Vilanova resistiu ao episcopado?
Tomás escondeu-se no mosteiro durante dias quando Carlos V o nomeou arcebispo de Valência em 1533. Esta resistência era genuína: preferia a vida contemplativa agostiniana ao governo de uma das maiores dioceses de Espanha. Só aceitou quando os superiores e os apelos da comunidade tornaram claro que era a vontade de Deus.

6. Qual foi a relação de São Tomás com Carlos V?
Carlos V ouviu Tomás pregar em Salamanca sobre a responsabilidade dos ricos para com os pobres — sem que Tomás suavizasse a mensagem diante do imperador. Carlos ficou impressionado e foi ele quem nomeou Tomás arcebispo de Valência em 1533. Esta relação — baseada no respeito mútuo entre o pregador que não cedia e o poderoso que reconhecia a verdade — é um dos episódios mais ricos da relação entre a Igreja e o poder no século XVI espanhol.
7. Por que Tomás de Vilanova é chamado “Crisóstomo espanhol”?
Tomás recebeu informalmente o título de “Crisóstomo espanhol” pela qualidade e pela eficácia da sua pregação — que os seus contemporâneos comparavam à de João Crisóstomo do Oriente. Os seus sermões, especialmente sobre a caridade e a responsabilidade dos ricos, tinham uma qualidade literária e uma força de convicção que o colocavam entre os maiores pregadores espanhóis do século XVI.
8. Quais são as obras escritas de São Tomás de Vilanova?
As obras escritas de Tomás são principalmente os sermões — publicados em múltiplos volumes em latim. Os mais importantes são os sermões sobre a caridade (Conciones de Eleemosyna), sobre a Virgem Maria, sobre os Evangelhos dominicais e sobre os Salmos. A qualidade teológica e literária destes sermões justifica o título de Doutor da Igreja.
9. Qual é a herança espiritual da Ordem Agostiniana na vida de São Tomás?
A formação agostiniana foi decisiva para Tomás: o amor apaixonado a Deus (a “inquietude do coração” que Agostinho descreve nas Confissões), a atenção à graça como fundamento de toda a virtude, e a concepção da Igreja como comunidade de amor ao serviço dos pobres — tudo isto Tomás recebeu de Agostinho e traduziu em programa episcopal. O arcebispo de Valência era um Agostinho que havia descido das Confissões para as ruas de Valência.
10. Como rezar a Novena de São Tomás de Vilanova para obter maiores frutos espirituais?
Para obter mais frutos: identificar concretamente onde pode dar mais (tempo, dinheiro, atenção) aos que têm menos — e fazer esse gesto durante a novena; ler a famosa homilia de Tomás sobre a caridade (disponível online); rezar cada dia especificamente por uma obra de caridade que se conhece — um banco alimentar, uma casa de acolhimento, uma instituição para mulheres em risco; e terminar cada dia com a frase “os pobres são a minha cúria” como exame de consciência sobre as próprias prioridades.
Outras Devoções Relacionadas
A devoção a São Tomás de Vilanova aprofunda-se com outros conteúdos do site. A Novena de Santo Agostinho de Hipona complementa — o pai espiritual cuja tradição Tomás viveu como arcebispo. A Novena de São João de Deus aprofunda — outro espanhol contemporâneo de Tomás que encontrou a santidade no serviço radical aos pobres e aos doentes. O Salmo 41 — “bem-aventurado o que cuida do pobre” — é o salmo que define o episcopado de Tomás: uma bênção de Deus para quem cuida do pobre com a concretude que ele mostrou em Valência.





