Há um pai de família do século XV que abandonou a esposa e os dez filhos para viver como eremita numa caverna — e que a Suíça venera até hoje como o maior herói nacional da sua história, o homem que salvou a Confederação Suíça de uma guerra civil em 1481 com uma única mensagem de paz enviada da sua clausura. São Nicolau de Flüe — chamado “Bruder Klaus” (Irmão Claus) pelos suíços — foi o conselheiro militar e político que se tornou ermitão, o pai de família que se tornou contemplativos, o homem de ação que se tornou o homem de oração mais influente que a Suíça produziu.
O paradoxo central da sua vida é fascinante: foi precisamente por ter abandonado o mundo da política e da família para viver em reclusão total que Nicolau se tornou o homem mais influente da Suíça do século XV. Os cantões suíços que não o ouviam como conselheiro de guerra ouviram a mensagem do eremita que não tinha nada a ganhar com nenhum lado. A autoridade moral que nasce do desprendimento total é, muitas vezes, a mais eficaz de todas.
Canonizado por Pio XII em 1947. Padroeiro da Suíça. Sua festa é celebrada em 25 de setembro.
Quem Foi São Nicolau de Flüe

Nicolau nasceu em 25 de março de 1417 em Flüeli, no cantão de Obwalden, na Suíça central — uma família de camponeses prósperos, profundamente cristã. Desde criança revelou uma espiritualidade intensa: a tradição narra que já em jovem tinha visões e experiências místicas que o acompanhavam no trabalho cotidiano do campo.
Casou-se com Doroteia Wyss em 1445, com quem teve dez filhos. Foi um pai e marido presente, um vizinho respeitado, um cidadão engajado: serviu como soldado nas guerras suíças de 1458 e 1468, foi juiz e conselheiro do cantão de Obwalden, e chegou a ser eleito para cargos administrativos que declinava por preferir a vida simples da fazenda.
Com cinquenta anos, após oração intensa e o consentimento — doloroso mas genuíno — da esposa Doroteia, Nicolau deixou a família e foi viver como eremita no vale do Rio Ranft, a poucos quilômetros de casa. Esta separação, que parece cruel à sensibilidade moderna, foi vivida pelos dois como uma vocação confirmada por Deus: Doroteia continuou a criação dos filhos com heroísmo e Nicolau passou os últimos dezenove anos de vida em contemplação total num pequeno ermitério.
O aspecto mais extraordinário da vida de Nicolau como eremita é que, segundo todas as testemunhas contemporâneas, ele não comeu nem bebeu nada durante os dezenove anos de clausura — exceto a Eucaristia. Este jejum absoluto, que a medicina moderna não consegue explicar naturalisticamente, foi investigado por autoridades eclesiásticas e civis que nunca encontraram sinais de fraude. Fosse qual fosse a explicação, os contemporâneos viram nele um sinal da presença de Deus.
O momento mais dramático de sua vida aconteceu em 1481, quando a Dieta (assembleia) de Stans estava prestes a se dissolver em guerra civil entre os cantões urbanos e rurais da Suíça. Um pároco local, Heimo Amgrund, foi ao ermitério de Nicolau buscar uma mensagem de paz. Nicolau enviou uma brevíssima mensagem — cujo conteúdo exato não sobreviveu — que convenceu os delegados a chegarem a um acordo. O “Acordo de Stans” de 1481 salvou a Confederação Suíça de uma guerra que teria sido devastadora. O eremita que vivia em silêncio absoluto salvou a Suíça com uma mensagem.
Morreu em 21 de março de 1487 em Flüeli, com setenta anos. Canonizado em 1947. Padroeiro da Suíça. Festa em 25 de setembro.
O Jejum de Dezenove Anos: O Mistério que a Fé Guarda
O jejum de Nicolau de Flüe durante dezenove anos de eremitério — alimentado apenas pela Eucaristia — é um dos fenômenos místicos mais investigados e mais debatidos da história da santidade cristã. As autoridades eclesiásticas do próprio século XV enviaram representantes para verificar se havia fraude: encontraram um ermitão em saúde razoável, de aparência coerente com a narrativa, sem sinais de alimentação secreta. Médicos modernos que estudaram o caso chegaram à conclusão de que não há explicação naturalista satisfatória.
A teologia cristã não precisa de explicar o inexplicável: guarda o mistério com reverência. O que importa espiritualmente é o que o jejum de Nicolau expressa: a Eucaristia como alimento que sustenta a vida mais profunda, o corpo que se torna transparente ao Espírito, a contemplação que transforma as necessidades físicas à medida que aprofunda as espirituais. Não é necessário repetir o fenômeno para aprender a sua lição: o pão que Christ deu na Última Ceia é mais do que pão.
O Acordo de Stans: O Eremita que Salvou um País

A crise de 1481 na Dieta de Stans foi uma das mais graves da história da Confederação Suíça. Os cantões florestais (rurais) e os cantões urbanos — Berna e Friburgo — estavam em conflito irreconciliável sobre a repartição dos espólios de guerra de Borgonha. A Dieta estava prestes a se dissolver quando um pároco local sugeriu enviar alguém ao ermitério de Nicolau para pedir sua intervenção.
O que Nicolau enviou de volta foi uma mensagem breve — talvez uma ou duas frases, talvez um conselho mais elaborado, os historiadores debatem — que mudou o clima da assembleia. Os delegados voltaram às negociações e chegaram ao “Acordo de Stans” que consolidou a Confederação e permitiu a entrada de Friburgo e Solothurn como novos cantões. A Suíça como a conhecemos hoje é, em parte, fruto desta intervenção de um eremita silencioso.
Este paradoxo — o homem que saiu do mundo salvando o mundo precisamente por ter saído dele — é um dos mais fascinantes da história política europeia. A autoridade moral que não tem agenda política própria, que não vai ganhar nada com nenhum resultado, é frequentemente a mais capaz de mover os que têm tudo a ganhar e a perder.
Como Rezar Esta Novena
- De 16 a 24 de setembro — nos nove dias antes da festa de 25 de setembro
- Pela Suíça e a sua paz interior
- Para os que buscam a vida contemplativa sem abandonar as responsabilidades
- Para pedir a graça da paz que não depende das circunstâncias externas
- Para os mediadores de conflitos e negociadores de paz
- Para os pais de família que sentem a vocação à contemplação
Oração de Abertura (Todos os Dias)
Glorioso São Nicolau de Flüe, pai de dez filhos que se tornou eremita com cinquenta anos e que do silêncio do seu ermitério salvou a Suíça de uma guerra civil com uma mensagem de paz, interceda por mim durante estes nove dias de novena. Você que mostrou que a contemplação mais profunda produz a ação mais eficaz, interceda para que eu aprenda a encontrar em Deus o silêncio que torna clara e poderosa a palavra que digo ao mundo. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Primeiro Dia — O Pai de Família Santo: A Santidade no Estado de Vida Comum
Meditação: Antes de ser eremita, Nicolau foi pai de dez filhos, marido, soldado, juiz, cidadão. Esta primeira parte da vida — que a hagiografia às vezes tende a tratar como mero prelúdio — foi santificada de forma tão completa quanto a segunda. O homem que cultivou a contemplação enquanto cuidava de filhos, servia a comunidade e cumpria deveres militares mostrou que a santidade não espera o monastério: começa exatamente onde a vida está. A vontade de Deus se realiza no estado de vida em que nos encontramos, antes de nos transferir para outro.
São Nicolau de Flüe, que santificaste a vida de pai de família, de soldado e de juiz antes de ser eremita, interceda pelos pais e mães que buscam a santidade no meio das responsabilidades cotidianas. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Segundo Dia — O Consentimento de Doroteia: A Vocação que Passa pelo Outro
Meditação: A decisão de Nicolau de deixar a família para ser eremita não foi tomada unilateralmente: pediu e obteve o consentimento doloroso da esposa Doroteia. Esta dimensão — a vocação que reconhece que afeta outras pessoas e que busca o seu consentimento em vez de simplesmente partir — é uma das mais pastoralmente saudáveis do caso de Nicolau. Vocações radicais não isentam de responsabilidade relacional: exigem, ao contrário, um diálogo mais cuidadoso e mais honesto com os que serão afetados.
São Nicolau de Flüe, que buscaste o consentimento de Doroteia antes de partir para o eremitério, interceda pelos casais que enfrentam vocações que exigem mudanças radicais e que precisam do diálogo honesto para discernir a vontade de Deus juntos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Terceiro Dia — O Ermitério do Ranft: O Espaço da Contemplação
Meditação: O ermitério que Nicolau habitou durante dezenove anos no vale do Rio Ranft era uma pequena cela de pedra a poucos quilômetros de sua família. Esta proximidade — que ele não usou para voltar — é significativa: não fugiu do mundo para um lugar inacessível, mas escolheu um espaço de solidão que não era isolamento geográfico total, mas separação interior. A contemplação que Nicolau viveu não era evasão: era a descida ao centro de si mesmo onde Deus habita mais profundamente do que qualquer circunstância exterior.
São Nicolau de Flüe, que encontrastes Deus no ermitério do Ranft durante dezenove anos de silêncio, interceda para que eu aprenda a criar espaços de silêncio interior mesmo no meio da agitação cotidiana. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quarto Dia — O Jejum Místico: A Eucaristia Como Alimento
Meditação: Dezenove anos alimentado apenas pela Eucaristia: o corpo de Nicolau tornou-se um sinal vivo da afirmação de Cristo “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim não terá fome” (Jo 6:35). Não precisamos reproduzir o fenômeno para aprender a sua lição: a Eucaristia é mais do que um rito — é encontro real com Cristo ressuscitado, alimento que sustenta dimensões da vida que o pão ordinário não alcança. A frequência eucarística de Nicolau era, ao mesmo tempo, a única refeição física que ele conhecia.
São Nicolau de Flüe, alimentado pela Eucaristia durante dezenove anos de silêncio contemplativo, interceda para que eu aprenda a receber a Eucaristia com a mesma consciência de que é o alimento da vida mais profunda que existe. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quinto Dia — A Visão da Trindade: O Centro da Espiritualidade Clausiense
Meditação: A visão mística mais importante que Nicolau recebeu durante o eremitério foi a do “rosto de Deus” — uma experiência que as fontes descrevem como tão intensa que o transformou fisicamente. A teologia que Nicolau desenvolveu a partir desta experiência — centrada na peregrinação da alma que retorna ao Pai de quem partiu, através do Filho, no Espírito — é de uma limpidez e de uma beleza que os teólogos modernos redescobriam com admiração. O camponês suíço que não frequentou nenhuma universidade produziu uma síntese espiritual que os acadêmicos ainda estudam.
São Nicolau de Flüe, que recebeste visões da Trindade no silêncio do Ranft e desenvolveste uma teologia espiritual sem ter frequentado nenhuma escola, interceda para que eu confie que Deus se revela diretamente a quem O busca com singeleza e perseverança. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Sexto Dia — Os Peregrinos do Ranft: A Contemplação que Atrai
Meditação: Durante os dezenove anos de eremitério, o Ranft de Nicolau tornou-se um destino de peregrinação: pessoas de toda a Suíça e da Europa — camponeses, nobres, príncipes, eclesiásticos — faziam a viagem até a caverna do eremita para pedir conselho. Este fenômeno — a contemplação que se transforma em magnetismo, o silêncio que atrai em vez de repelir — é um dos sinais mais consistentes da santidade genuína. A pessoa que encontrou Deus em profundidade não precisa sair para evangelizar: as pessoas vão ao encontro dela.
São Nicolau de Flüe, cujo ermitério se tornou um centro de peregrinação para toda a Europa, interceda para que eu aprenda que a contemplação profunda atrai mais do que a atividade superficial. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Sétimo Dia — O Acordo de Stans: A Paz que Vem do Silêncio
Meditação: A mensagem de paz que Nicolau enviou à Dieta de Stans em 1481 — e que salvou a Confederação Suíça de uma guerra civil — veio de alguém que havia passado anos em silêncio total. Esta sequência paradoxal — o silêncio que produz a palavra mais eficaz, a retirada que produz a intervenção mais influente — é um dos padrões mais consistentes da história da santidade. A palavra que nasce do silêncio prolongado tem um peso que a palavra constante nunca tem.
São Nicolau de Flüe, que do silêncio do Ranft enviaste a mensagem que salvou a Suíça de uma guerra, interceda pelos mediadores de conflitos e pelos pacificadores que precisam da sabedoria que só o silêncio contemplativo produz. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oitavo Dia — Padroeiro da Suíça: A Identidade de um Povo
Meditação: São Nicolau de Flüe é o patrono da Suíça — e a escolha é reveladora. A Suíça poderia ter escolhido um guerreiro ou um estadista como símbolo nacional. Escolheu um eremita. Esta escolha diz algo profundo sobre a identidade que o povo suíço reconhece em si mesmo: não a força da conquista, mas a sabedoria da contemplação; não a expansão territorial, mas a profundidade interior; não o poder que domina, mas a paz que convence. O patrono de um povo revela o que esse povo aspira ser no seu melhor.
São Nicolau de Flüe, patrono da Suíça que o povo suíço escolheu como símbolo de identidade nacional, interceda pela Suíça e por todos os países que buscam a paz como vocação permanente. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Nono Dia — Consagração Final
Meditação: São Nicolau de Flüe viveu setenta anos — dos quais cinquenta foram de vida ordinária extraordinariamente santificada e vinte foram de contemplação radical que produziu os frutos mais visíveis. A vida inteira foi coerente: o mesmo homem que cultivava a oração entre os deveres de pai e juiz foi o mesmo que depois aprofundou a oração até ao silêncio absoluto. Não houve ruptura de caráter — houve progressão. A santidade de Nicolau não começou no eremitério: começou nos campos de Flüeli, entre os filhos e as lavouras.
São Nicolau de Flüe, ao terminar esta novena de nove dias, peço a graça de cultivar o silêncio interior que você encontrou no Ranft — não necessariamente saindo do mundo, mas aprofundando em Deus o que o mundo torna superficial. Interceda pelas intenções desta novena e pela Suíça. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oração de Encerramento (Todos os Dias)
Glorioso São Nicolau de Flüe, eremita que salvou a Suíça com uma mensagem de paz e que viveu dezenove anos alimentado apenas pela Eucaristia, receba as orações desta novena e interceda por mim junto ao Senhor Jesus. Peça para mim a graça de santificar o estado de vida em que me encontro antes de buscar outro, de cultivar o silêncio interior que torna a palavra eficaz, e de confiar que a contemplação profunda produz mais frutos do que a atividade superficial. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
As 10 Perguntas Mais Frequentes sobre São Nicolau de Flüe e Esta Novena
1. Quem foi São Nicolau de Flüe?
São Nicolau de Flüe (1417-1487), conhecido como “Bruder Klaus” (Irmão Claus), foi um pai de família suíço que, aos cinquenta anos, com o consentimento da esposa, tornou-se eremita no vale do Rio Ranft. Viveu dezenove anos em contemplação total, alimentado segundo a tradição apenas pela Eucaristia. Em 1481 salvou a Suíça de uma guerra civil com uma mensagem de paz. Canonizado em 1947. Padroeiro da Suíça. Festa em 25 de setembro.
2. Quando é a festa de São Nicolau de Flüe?
A festa de São Nicolau de Flüe é celebrada em 25 de setembro. A novena começa em 16 de setembro.
3. Por que São Nicolau de Flüe deixou a família para ser eremita?
Após anos de vida familiar profundamente cristã e de experiências místicas progressivamente mais intensas, Nicolau sentiu o chamado à contemplação total. Com cinquenta anos, após oração intensa e o consentimento doloroso mas genuíno da esposa Doroteia, deixou a família e foi viver como eremita no Ranft, a poucos quilômetros de casa.
4. O que foi o “Acordo de Stans” que São Nicolau ajudou a salvar?
Em 1481, a Dieta (assembleia) de Stans estava prestes a se dissolver em guerra civil entre os cantões suíços. Um pároco foi ao ermitério de Nicolau buscar uma mensagem de paz. A mensagem que Nicolau enviou convenceu os delegados a chegarem ao “Acordo de Stans”, que consolidou a Confederação Suíça e permitiu a entrada de novos cantões.
5. É verdade que São Nicolau de Flüe não comeu nada por dezenove anos?
Todas as fontes contemporâneas — incluindo investigadores eclesiásticos e civis enviados para verificar a autenticidade do fenômeno — confirmam que Nicolau não se alimentou por dezenove anos, exceto pela Eucaristia. Não foi encontrada evidência de fraude. A medicina moderna não tem explicação naturalista para o fenômeno, que a tradição cristã interpreta como graça extraordinária.

6. Quem foi Doroteia Wyss, esposa de São Nicolau?
Doroteia Wyss foi a esposa de Nicolau, com quem teve dez filhos. Quando Nicolau quis tornar-se eremita, ela deu seu consentimento — descrito pelas fontes como doloroso mas genuíno. Continuou a criar os filhos sozinha com heroísmo. Doroteia é venerada localmente como beata, símbolo do sacrifício que a vocação extraordinária do marido exigiu dela.
7. O que é o “Ermitério do Ranft”?
O Ranft é o pequeno vale do Rio Melchaa, perto de Flüeli (cantão de Obwalden, Suíça), onde Nicolau de Flüe viveu como eremita durante dezenove anos. O ermitério original — uma pequena cela de pedra — ainda existe e é um dos locais de peregrinação mais visitados da Suíça. Uma pequena chapel foi construída ao lado para os peregrinos que vinham buscar conselho com Nicolau.
8. Por que São Nicolau de Flüe é o patrono da Suíça?
São Nicolau de Flüe é o patrono da Suíça porque foi reconhecido como o maior herói espiritual e político da nação: salvou a Confederação Suíça de uma guerra civil em 1481 e representou os valores de paz, contemplação e sabedoria que o povo suíço reconhece como parte mais profunda de sua identidade. Foi canonizado em 1947 e declarado oficialmente patrono da Suíça.
9. Quando foi canonizado São Nicolau de Flüe?
São Nicolau de Flüe foi canonizado pelo Papa Pio XII em 15 de maio de 1947 — mais de quatrocentos e cinquenta anos após sua morte em 1487. O processo foi lento em parte porque o fenômeno do jejum exigia investigação cuidadosa. Havia sido beatificado pelo Papa Clemente IX em 1669.
10. Como rezar a Novena de São Nicolau de Flüe para obter maiores frutos espirituais?
Para obter mais frutos: criar durante os nove dias um período diário de silêncio absoluto — mesmo que curto — em homenagem ao ermitério de Nicolau; rezar especificamente pela paz na Suíça e no mundo; meditar diariamente na Eucaristia como alimento espiritual real; e terminar cada dia com a pergunta “o que o silêncio me revelou hoje que o barulho cotidiano não me deixa ouvir?”
Outras Devoções Relacionadas
A devoção a São Nicolau de Flüe se aprofunda com outros conteúdos do site. A Novena de São Germano de Auxerre complementa — outro grande pastor da época anterior que também soube reconhecer vocações extraordinárias e que usou a sua autoridade moral para intervir em crises políticas. A Novena de São Casimiro da Polônia aprofunda — outro leigo nobre da mesma geração que encontrou a santidade na recusa do poder e numa vida de oração radical. O Salmo 46 — “Deus é o nosso refúgio e a nossa força… paremos e reconheçamos que Ele é Deus” — é o salmo de Nicolau: o convite ao silêncio que ele levou a sério durante dezenove anos.




