Novena de São Hipólito de Roma — 9 Dias de Oração ao Mártir do Cisma Reconciliado
Há um teólogo do século III que foi simultaneamente o maior intelectual cristão de Roma da sua geração e o primeiro antipapa da história — e que morreu mártir reconciliado com a Igreja que havia dividido, numa mina da Sardenha, deportado com o papa que havia combatido. São Hipólito de Roma é um dos santos mais paradoxais do martirológio cristão: teólogo rigoroso que combateu os papas por serem demasiado condescendentes com os pecadores, que se constituiu bispo rival de Roma durante anos — e que no final, partilhando o exílio e a morte com o papa Pontiano, reconciliou-se e morreu como filho fiel da Igreja que havia ferido.
A sua obra é de uma riqueza extraordinária: escreveu a “Tradição Apostólica” — o mais antigo ritual litúrgico cristão que se conserva — os “Philosophumena” — uma refutação sistemática de todas as heresias do seu tempo — e numerosos comentários bíblicos. A “Tradição Apostólica” de Hipólito foi a fonte principal que os liturgistas do século XX consultaram para a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II: a Oração Eucarística II da Missa actual é baseada directamente na sua anáfora.
A sua festa é celebrada em 13 de agosto, juntamente com o Papa São Pontiano — os dois que dividiram a Igreja e que a reconciliaram ao morrer juntos.
Quem Foi São Hipólito de Roma

Hipólito nasceu por volta de 170 d.C. — possivelmente no Oriente, dado o carácter grego dos seus escritos. Chegou a Roma onde se tornou o mais importante teólogo e escritor da comunidade cristã romana do início do século III. A tradição mais antiga faz dele discípulo de Ireneu de Lyon — o que o colocaria na cadeia de transmissão apostólica que ia de João até Policarpo até Ireneu.
Os seus conflitos com os papas tiveram origem numa questão que hoje parece técnica mas que no século III era enormemente prática: a questão do perdão dos pecados graves após o baptismo. O Papa Calisto I (217-222) foi mais condescendente do que Hipólito considerava correcto: permitiu o regresso à comunhão de cristãos que haviam cometido adulcério ou fornicação após uma penitência adequada. Hipólito considerava esta misericórdia uma capitulação doutrinária — e constituiu-se bispo alternativo de Roma, apoiado por uma fracção rigorista da comunidade.
O cisma de Hipólito durou durante os pontificados de Calisto (217-222), Urbano (222-230) e Pontiano (230-235). Em 235, o imperador Maximino Trácio perseguiu os cristãos e deportou tanto o Papa Pontiano como o antipapa Hipólito para as minas de Sardenha — a “ilha da morte” donde raramente alguém voltava. Na Sardenha, Hipólito reconciliou-se com Pontiano. Ambos morreram nas minas. Ambos foram reconhecidos como mártires pela Igreja que Hipólito havia dividido. A sua festa é celebrada em 13 de agosto.
A Tradição Apostólica: O Ritual Mais Antigo
A “Tradição Apostólica” de Hipólito — escrita por volta de 215 d.C. — é o mais antigo ritual cristão preservado. Contém a descrição detalhada das ordenações episcopais, presbiterais e diaconais; os ritos de iniciação cristã (baptismo, confirmação, Eucaristia); as orações do ofício diário; as regras para o jejum e para as assembleias. É de um valor histórico inestimável: permite ver como a Igreja de Roma celebrava os seus sacramentos e os seus ritos no início do século III.
A anáfora eucarística da “Tradição Apostólica” — a oração de consagração que Hipólito atribui à tradição apostólica — foi a fonte directa da Oração Eucarística II da Missa do rito romano actual, introduzida após o Concílio Vaticano II. Cada vez que um sacerdote recita “É verdadeiramente justo e recto… glorificar-Te sempre e em todo o lugar…” na Segunda Oração Eucarística, está a usar um texto que remonta a Hipólito de Roma do século III.
O Cisma Rigorista: Quando a Misericórdia é Combatida em Nome da Pureza

O cisma de Hipólito levanta uma questão teológica que ainda hoje tem relevância: onde está o limite entre a misericórdia pastoral necessária e a condescendência que esvazia a exigência do Evangelho? Hipólito combatia os papas por serem demasiado misericordiosos — por readmitirem pecadores que, na sua visão, deveriam ser definitivamente excluídos da Comunhão. Os papas — especialmente Calisto, ex-escravo e administrador financeiro que havia passado pela prisão — percebiam que a Igreja é hospital para os doentes e não clube para os perfeitos.
A reconciliação final de Hipólito — que se deu no sofrimento partilhado da mina da Sardenha, não na cómoda segurança de Roma — é a resposta mais eloquente à questão que havia levantado. O rigorismo que havia defendido intelectualmente cedeu ao encontro real com o sofrimento e com a misericórdia que esse sofrimento gerava. Hipólito morreu reconciliado — e a Igreja reconheceu que o reconciliado era tão mártir quanto o papa com quem havia combatido.
Como Rezar Esta Novena
A Novena de São Hipólito de Roma pode ser rezada nos nove dias que precedem a sua festa de 13 de agosto — de 4 a 12 de agosto — ou em qualquer momento do ano. É especialmente indicada para:
- Para os que estão em situação de cisma ou de afastamento da Igreja — Hipólito é o padroeiro da reconciliação
- Para aprofundar o amor à liturgia — a Tradição Apostólica é a fonte da liturgia actual
- Para pedir a graça da reconciliação após conflitos eclesiais
- Pelos que sofrem perseguição e exílio por causa da fé
- Para aprender a equilibrar rigor e misericórdia
- Pelos teólogos e estudiosos da liturgia
Oração de Abertura (Todos os Dias)
Glorioso São Hipólito de Roma, teólogo rigoroso que combatestes os papas por serem demasiado misericordiosos e que morrestes reconciliado com a Igreja que havíeis dividido, intercedei por mim durante estes nove dias de novena. Vós que no sofrimento partilhado da mina da Sardenha encontrastes a misericórdia que havieis combatido intelectualmente, intercedei para que eu também aprenda que a reconciliação com a Igreja é sempre possível — e que o sofrimento partilhado é muitas vezes o seu caminho mais directo. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Primeiro Dia — O Maior Teólogo de Roma: O Dom que Divide
Meditação: Hipólito era o mais talentoso teólogo da comunidade cristã de Roma no início do século III — e foi precisamente este talento que o tornou perigoso. O intelectual que sabe mais do que o seu bispo, que vê os erros com mais clareza do que o pastor, que tem razão nos argumentos mas torna-se causa de divisão — é uma das figuras mais recorrentes e mais trágicas da história da Igreja. Hipólito tinha razão em muitos pontos teológicos. E estava profundamente errado ao deixar que ter razão se tornasse razão para dividir.
São Hipólito de Roma, o teólogo talentoso que a razão dividiu e o sofrimento reconciliou, intercedei para que eu aprenda que ter razão não justifica a divisão. Que a minha inteligência ao serviço da fé seja sempre integrada pela humildade que reconhece os limites do argumento. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Segundo Dia — O Primeiro Antipapa: A Lição do Cisma
Meditação: Hipólito foi o primeiro antipapa da história — constituindo-se bispo alternativo de Roma em oposição a Calisto I. Este facto — que a Igreja não apagou nem minimizou mas que mantém na memória ao celebrar Hipólito como santo — é em si mesmo uma declaração teológica importante: os santos podem errar gravemente, os cismas podem ser cometidos por pessoas de santidade real, e a reconciliação é sempre possível. A Igreja que canonizou Hipólito disse ao mesmo tempo: isto foi um erro grave; e este homem arrependido é um santo.
São Hipólito, primeiro antipapa e mártir reconciliado, intercedei pelos que estão em situação de cisma ou de ruptura com a Igreja. Que a tua história — de divisão e de reconciliação — seja para eles a prova de que a porta da reconciliação nunca fecha completamente. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Terceiro Dia — A Tradição Apostólica: O Legado Litúrgico
Meditação: A “Tradição Apostólica” de Hipólito — o mais antigo ritual cristão preservado — sobreviveu ao cisma, ao exílio e à morte do seu autor. A Igreja usou a obra de um antipapa para reformar a sua liturgia no século XX. Este paradoxo — a obra do cismatário a alimentar a liturgia da Igreja que ele havia dividido — é um dos sinais mais eloquentes de que a graça de Deus é maior do que os pecados humanos. O legado de Hipólito não foi destruído pelo seu cisma: foi purificado e integrado.
São Hipólito, autor da Tradição Apostólica que ainda alimenta a liturgia da Igreja, intercedei para que eu participe na Missa com a consciência de que a Oração Eucarística II tem raízes no século III. Que a continuidade histórica da liturgia aprofunde o meu amor à Eucaristia. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quarto Dia — Calisto: O Adversário que Era um Santo
Meditação: O Papa Calisto I — o principal adversário de Hipólito — era um ex-escravo que havia passado pela prisão antes de se tornar papa. A sua misericórdia para com os pecadores não era teologia abstracta: era a experiência pessoal de quem havia precisado de misericórdia e a havia recebido. Hipólito, o intelectual que nunca havia sido escravo nem prisioneiro, combatia a misericórdia de Calisto com argumentos teológicos impecáveis. Calisto vivia a misericórdia com a autoridade de quem a havia recebido pessoalmente. A experiência do sofrimento forma o pastor de uma forma que o estudo nunca forma.
São Hipólito, que combateste a misericórdia de Calisto sem ter vivido o que Calisto viveu, intercedei para que eu não critique a pastoral de quem serve na linha da frente sem ter a experiência de quem serve. Que a minha teologia nasça da experiência e não apenas do estudo. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quinto Dia — A Sardenha: O Sofrimento que Reconcilia
Meditação: As minas da Sardenha — para onde Hipólito e o Papa Pontiano foram deportados em 235 — eram um lugar de morte lenta: trabalho forçado, alimentação mínima, condições insalubres. Foi ali, no sofrimento partilhado, que Hipólito se reconciliou com o papa que havia combatido. Este padrão — o sofrimento partilhado que une o que o argumento não une — é um dos mais profundos da espiritualidade cristã. As grandes reconciliações raramente acontecem nos gabinetes: acontecem nos sofrimentos comuns que revelam que o adversário é também um irmão.
São Hipólito, reconciliado com Pontiano no sofrimento das minas da Sardenha, intercedei para que eu aprenda que o sofrimento partilhado é muitas vezes o caminho mais directo para a reconciliação. Que quando partilho a dificuldade com quem tenho conflito, eu perceba que somos mais irmãos do que adversários. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Sexto Dia — Os Philosophumena: Conhecer as Heresias para as Refutar
Meditação: Os “Philosophumena” (ou “Refutação de Todas as Heresias”) de Hipólito são uma obra enciclopédica: descreve e refuta sistematicamente todas as heresias do seu tempo, mostrando as suas raízes nas filosofias pagãs. Este método — conhecer o adversário com profundidade para o refutar com precisão — é o mesmo que Belarmino usaria quinze séculos depois. O apologista que não compreende genuinamente o que refuta não convence ninguém. Hipólito entendia as heresias que combatia melhor do que os próprios hereges — e esta compreensão tornava a sua refutação tanto mais eficaz.
São Hipólito, refutador sistemático das heresias do século III, intercedei para que eu aprenda a conhecer as visões com que discordo antes de as refutar. Que a minha apologética seja honesta — que não caricature o que combate mas que o compreenda primeiro. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Sétimo Dia — A Reconciliação com Pontiano: O Fim do Cisma
Meditação: A reconciliação de Hipólito com o Papa Pontiano nas minas da Sardenha é um dos episódios mais tocantes da história cristã primitiva. Dois homens que haviam estado em oposição durante anos — um como papa legítimo, o outro como bispo rival — encontraram-se no sofrimento de uma mina e reconheceram-se como irmãos. Pontiano resignou ao papado antes de morrer para que a Igreja pudesse eleger um novo papa em Roma. Hipólito pediu à sua comunidade que regressasse à comunhão com Roma. Ambos morreram na Sardenha — e ambos foram venerados como mártires no mesmo dia.
São Hipólito e São Pontiano, mártires da reconciliação, intercedei por todos os que estão em situação de conflito ou de divisão dentro da Igreja. Que a morte que igualou os adversários inspire os que ainda vivem a encontrar a reconciliação que o sofrimento propicia. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oitavo Dia — A Oração Eucarística II: O Presente Que Hipólito Deu à Igreja
Meditação: Cada vez que um sacerdote celebra a Missa com a Oração Eucarística II — a mais breve e a mais usada das quatro do rito romano actual — está a usar um texto que remonta directamente a Hipólito de Roma. A oração que começa “É verdadeiramente justo e recto glorificar-Te sempre e em todo o lugar…” foi retirada da anáfora da “Tradição Apostólica”. O antipapa que dividiu a Igreja do século III ofereceu à Igreja do século XX a sua oração eucarística. Este paradoxo é a melhor definição da misericórdia de Deus: usa os nossos dons mesmo quando os usámos mal.
São Hipólito, cujo legado litúrgico sobreviveu ao cisma e alimenta a liturgia de hoje, intercedei para que eu agradeça a Deus por usar os nossos dons mesmo quando os usámos mal. Que a minha vida — com os seus erros e as suas reconciliações — também produza fruto que alimenta os que vêm depois. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Nono Dia — Consagração Final
Meditação: São Hipólito de Roma viveu uma vida de paradoxos: o maior teólogo de Roma que dividiu Roma; o rigorista que no sofrimento encontrou a misericórdia que havia combatido; o antipapa que morreu mártir com o papa legítimo; o autor do ritual litúrgico mais antigo que a liturgia do Vaticano II recuperou para a Igreja universal. A sua vida é a prova de que nenhum talento é suficiente sem humildade, e de que nenhum erro é suficientemente grande para apagar a reconciliação que o sofrimento pode trazer.
São Hipólito de Roma, ao terminar esta novena de nove dias, eu me comprometo a procurar a reconciliação nas situações de conflito que tenho na Igreja e fora dela — sabendo que o sofrimento partilhado é o caminho que Hipólito e Pontiano mostraram. Intercedei pelas intenções desta novena. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oração de Encerramento (Todos os Dias)
Glorioso São Hipólito de Roma, teólogo e antipapa reconciliado, cujo legado litúrgico ainda alimenta a Missa de hoje, recebei as orações desta novena e intercedei por mim junto ao Senhor Jesus. Obtende para mim a graça de uma inteligência ao serviço da fé, de uma humildade que reconhece os erros antes que o sofrimento os imponha, e de uma disposição permanente para a reconciliação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Quando Rezar Esta Novena
- De 4 a 12 de agosto — nos nove dias antes da festa de 13 de agosto
- Para os que estão em situação de cisma ou afastamento da Igreja
- Para aprofundar o amor à liturgia
- Para pedir a graça da reconciliação após conflitos eclesiais
- Pelos teólogos e estudiosos da liturgia
- Pelos que sofrem perseguição e exílio por causa da fé
As 10 Perguntas Mais Frequentes sobre São Hipólito de Roma e Esta Novena
1. Quem foi São Hipólito de Roma?
São Hipólito de Roma (c. 170-235 d.C.) foi o maior teólogo cristão de Roma no início do século III. Foi também o primeiro antipapa da história, constituindo-se bispo rival de Roma em oposição aos papas Calisto I, Urbano I e Pontiano. Deportado com o Papa Pontiano para as minas da Sardenha em 235, reconciliou-se com ele e morreu mártir. A sua festa é celebrada em 13 de agosto.
2. Quando é a festa de São Hipólito de Roma?
A festa de São Hipólito de Roma é celebrada em 13 de agosto, juntamente com a do Papa São Pontiano — os dois que foram deportados juntos e morreram juntos na Sardenha. A novena começa em 4 de agosto.
3. O que foi a “Tradição Apostólica” de São Hipólito?
A “Tradição Apostólica” (c. 215 d.C.) é o mais antigo ritual cristão preservado. Contém a descrição detalhada das ordenações, dos ritos de iniciação cristã e da celebração eucarística. A sua anáfora eucarística foi a fonte directa da Oração Eucarística II da Missa do rito romano actual, introduzida após o Concílio Vaticano II.
4. Por que Hipólito se tornou antipapa?
O cisma de Hipólito surgiu de um conflito sobre a misericórdia pastoral: o Papa Calisto I permitiu o regresso à comunhão de cristãos que haviam cometido pecados graves após o baptismo, após penitência adequada. Hipólito considerava esta misericórdia uma capitulação doutrinária e constituiu-se bispo rival de Roma, apoiado por uma fracção rigorista.
5. Como Hipólito se reconciliou com a Igreja?
Em 235, o imperador Maximino Trácio deportou tanto o Papa Pontiano como Hipólito para as minas da Sardenha. No sofrimento partilhado da mina, Hipólito reconciliou-se com Pontiano. Ambos morreram nas condições terríveis das minas e ambos foram venerados como mártires pela Igreja.

6. Qual é a relação entre Hipólito e a Oração Eucarística II?
A Oração Eucarística II — a mais usada das quatro do rito romano actual — é baseada directamente na anáfora eucarística da “Tradição Apostólica” de Hipólito. Os liturgistas que prepararam a reforma do Vaticano II recuperaram o texto de Hipólito do século III como modelo de uma oração eucarística breve, clara e baseada na tradição apostólica.
7. O que foram os “Philosophumena” de Hipólito?
Os “Philosophumena” (ou “Refutação de Todas as Heresias”) são uma obra enciclopédica de Hipólito que descreve e refuta sistematicamente todas as heresias do seu tempo, mostrando as suas raízes nas filosofias pagãs. São uma fonte inestimável para o conhecimento do Gnosticismo e das heresias do século II-III.
8. Por que a Igreja canonizou um antipapa?
A Igreja canonizou Hipólito porque reconheceu que: o seu cisma foi um erro grave que não destruiu a sua santidade fundamental; a sua reconciliação com Pontiano foi genuína e corajosa; o seu martírio foi real e confirmou a fé que havia professado mesmo quando a havia mal aplicado. A canonização de Hipólito diz: os santos podem errar gravemente, e a reconciliação é sempre possível.
9. Qual foi a relação de Hipólito com Ireneu de Lyon?
A tradição mais antiga faz de Hipólito discípulo de Ireneu de Lyon — o que o colocaria na cadeia apostólica que ia de João até Policarpo até Ireneu até Hipólito. Esta filiação explica o carácter amplamente grego dos escritos de Hipólito (apesar de estar em Roma) e a profundidade do seu conhecimento das tradições apostólicas orientais.
10. Como rezar a Novena de São Hipólito para obter maiores frutos espirituais?
Para obter mais frutos: ler antes a anáfora eucarística da “Tradição Apostólica” (disponível online) e compará-la com a Oração Eucarística II da Missa; identificar situações de divisão ou conflito eclesial na própria vida e oferecer esta novena como pedido de reconciliação; fazer durante os nove dias um gesto concreto de reconciliação com alguém com quem haja conflito; e celebrar ou participar numa Missa usando a Oração Eucarística II com consciência das suas raízes históricas.
Outras Devoções Relacionadas
A devoção a São Hipólito aprofunda-se com outros conteúdos do site. A Novena de Santo Inácio de Antioquia complementa — outro grande teólogo da Igreja primitiva que conheceu pessoalmente os apóstolos. A Novena de São Justino Mártir aprofunda — outro apologista cristão de Roma que precedeu Hipólito. O Salmo 51 — “sede misericordioso para comigo, ó Deus, segundo a Tua grande misericórdia” — é o salmo de Hipólito que combateu a misericórdia e que no final dela precisou. E o Salmo 133 — “como é bom e agradável habitarem os irmãos juntos” — exprime a reconciliação final de Hipólito e Pontiano nas minas da Sardenha.





