Salmo 115 — Texto Completo, Significado e Oração “Não a Nós, Senhor, Mas ao Teu Nome”
O Hino da Glória Exclusiva de Deus — Contra os Ídolos e a Favor da Bênção

O Salmo 115 é o hino mais completo do saltério sobre a diferença radical entre o Deus vivo e os ídolos das nações — e sobre o que esta diferença significa para o povo que confia em Deus. A sua abertura é de abnegação radical: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (v.1). A dupla negação — “não a nós, não a nós” — é a declaração mais explícita de renúncia à glória própria disponível no saltério. O povo que foi libertado, que habitou no deserto, que recebeu a terra — não clama para si nenhuma glória. Toda a glória é de Deus.
O centro do Salmo 115 é a polêmica anti-ídolos dos versículos 4-8 — um dos textos mais contundentes da Escritura sobre a impotência dos ídolos. Os ídolos têm boca mas não falam, olhos mas não veem, ouvidos mas não ouvem, nariz mas não cheira, mãos mas não tocam, pés mas não andam (v.5-7). A crítica do Salmo 115 não é filosófica — é funcional: os ídolos não funcionam. E o versículo 8 é a consequência mais devastadora: “Semelhantes a eles serão os que os fazem, e todos os que neles confiam.” Tornar-se semelhante ao objeto de adoração — é a lei mais profunda da espiritualidade, tanto positiva (tornar-se semelhante a Deus) quanto negativa (tornar-se semelhante ao ídolo).
A segunda metade do Salmo 115 (v.9-18) é chamada tripla de confiança em Deus — “Israel, confia no Senhor” (v.9), “Casa de Arão, confia no Senhor” (v.10), “Vós que temeis ao Senhor, confiai no Senhor” (v.11) — seguida da tripla bênção (v.12-13) e do encerramento mais urgente do Hallel: “Os mortos não louvam ao Senhor… mas nós o louvaremos desde agora e para sempre” (v.17-18). É a motivação mais poderosa disponível para o louvor: a vida é o espaço do louvor — portanto louvar enquanto há vida.
Salmo 115 — Texto Completo
1 Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por causa da tua misericórdia e da tua fidelidade.
2 Por que dirão os gentios: Onde está agora o seu Deus?
3 Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que quer.
4 Os seus ídolos são de prata e ouro, obra das mãos dos homens.
5 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem;
6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram;
7 têm mãos e não apalpam; têm pés e não andam; nem com a sua garganta proferem qualquer som.
8 Semelhantes a eles serão os que os fazem, e todos os que neles confiam.
9 Israel, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
10 Casa de Arão, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
11 Vós que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
12 O Senhor se lembrou de nós; ele nos abençoará; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Arão.
13 Abençoará os que temem ao Senhor, tanto os pequenos como os grandes.
14 O Senhor vos aumentará cada vez mais a vós e a vossos filhos.
15 Sois benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.
16 Os céus são os céus do Senhor, mas a terra foi dada aos filhos dos homens.
17 Os mortos não louvam ao Senhor, nem todos os que descem ao silêncio.
18 Mas nós louvaremos ao Senhor desde agora e para sempre. Louvai ao Senhor!— Salmo 115:1-18 (Almeida Revista e Atualizada)
Contexto — O Salmo 115 no Hallel e na Última Ceia

O Salmo 115 é o terceiro do Hallel Egípcio (Salmos 113-118) — cantado nas grandes festas judaicas. Na tradição do Seder de Pessach, o Salmo 115 faz parte da segunda seção do Hallel, cantada após a refeição principal. Jesus cantou este salmo com os discípulos na noite da Última Ceia — tornando a polêmica anti-ídolos (v.4-8) e a confissão de confiança (v.9-11) parte do enquadramento litúrgico da instituição da Eucaristia. Leia o Salmo 114 como o par imediato no Hallel Egípcio.
Estrutura do Salmo 115
Versículos 1-3 — A Renúncia à Glória Própria e o Argumento dos Gentios: “Não a nós” (v.1), a pergunta dos gentios (v.2), “o nosso Deus está nos céus” (v.3).
Versículos 4-8 — A Polêmica Anti-Ídolos: Os ídolos de prata e ouro (v.4), os seis órgãos que não funcionam (v.5-7), tornar-se semelhante ao ídolo (v.8).
Versículos 9-11 — A Tripla Convocação à Confiança: Israel (v.9), casa de Arão (v.10), os que temem ao Senhor (v.11).
Versículos 12-15 — A Tripla Bênção: Abençoará Israel, Arão e os que O temem (v.12-13), abençoará os filhos (v.14), “sois benditos do Senhor” (v.15).
Versículos 16-18 — A Terra aos Filhos dos Homens e o Louvor Urgente: O céu é de Deus, a terra dos homens (v.16), os mortos não louvam (v.17), “mas nós louvaremos desde agora” (v.18).
Análise Versículo a Versículo
Versículos 1-3 — Não a Nós: A Teologia da Glória de Deus
“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por causa da tua misericórdia e da tua fidelidade. Por que dirão os gentios: Onde está agora o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que quer.”
“Não a nós, Senhor, não a nós” — a dupla negação é ênfase máxima. Em hebraico, “lo lanu YHWH, lo lanu” — literalmente “não para nós, Senhor, não para nós.” É a declaração de renúncia à glória própria mais explícita do saltério — e o slogan teológico da Reforma Protestante (“Soli Deo Gloria — glória somente a Deus”) tem aqui a sua raiz bíblica. “Mas ao teu nome dá glória, por causa da tua misericórdia e da tua fidelidade” — a glória é desviada do povo para Deus — e os motivos são a misericórdia (chesed) e a fidelidade (emet) de Deus, não os méritos de Israel.
“Por que dirão os gentios: Onde está agora o seu Deus?” (v.2) — o argumento que o Salmo 79:10 havia usado como oração (“por que dirão os gentios: onde está o seu Deus?”) é aqui o contexto da teologia da glória de Deus. Se Israel não glorifica a Deus, as nações tirarão conclusões erradas sobre o Deus de Israel. O testemunho do povo de Deus é responsabilidade teológica — afeta a percepção que as nações têm de Deus. “Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que quer” (v.3) — a resposta à pergunta dos gentios: Deus está nos céus — e age como quer, sem necessitar de justificação ou de explicação às nações. Para a Oração da Manhã.
Versículos 4-8 — Os Ídolos que Não Funcionam
“Os seus ídolos são de prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram; têm mãos e não apalpam; têm pés e não andam; nem com a sua garganta proferem qualquer som. Semelhantes a eles serão os que os fazem, e todos os que neles confiam.”
“Os seus ídolos são de prata e ouro, obra das mãos dos homens” — a polêmica anti-ídolos começa com o material (prata e ouro — coisas valiosas feitas de matéria criada) e a origem (obra das mãos dos homens — o criador é inferior ao Criador). O ídolo é criatura humana que é adorada como criador — inversão fundamental de toda ordem.
Os seis órgãos que não funcionam (v.5-7) formam lista paralela a Salmo 135:15-17 e a Isaías 44:9-20. A estrutura é paralela: “têm X e não fazem Y.” Boca/não fala, olhos/não vê, ouvidos/não ouve, nariz/não cheira, mãos/não apalpam, pés/não andam. É a lista das capacidades mais básicas do ser vivo — e os ídolos têm a aparência de todas elas mas nenhuma a funcionalidade. São imagens de vida sem vida. “Semelhantes a eles serão os que os fazem” (v.8) — a lei espiritual mais profunda do Salmo 115: tornamo-nos semelhantes ao que adoramos. O adorador do ídolo que não fala torna-se sem palavra eficaz; o adorador do ídolo que não vê torna-se sem visão; o adorador do ídolo que não ouve torna-se surdo às coisas de Deus. A lei da assimilação espiritual funciona em ambas as direções: o adorador de Deus torna-se semelhante a Deus (2Co 3:18); o adorador do ídolo torna-se semelhante ao ídolo. Leia o versículos de fé e motivação.
Versículos 9-11 — A Tripla Convocação: Israel, Arão, os que Temem
“Israel, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo. Casa de Arão, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo. Vós que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.”
A tripla convocação dos versículos 9-11 é estrutura litúrgica com três grupos e o mesmo refrão: “ele é o seu auxílio e o seu escudo.” Israel (o povo em geral), a casa de Arão (o sacerdócio — os que lideram o culto), e “os que temem ao Senhor” (provavelmente os gentios convertidos — os prosélitosl que se associaram a Israel). É inclusão progressiva: do núcleo étnico (Israel) ao círculo sacerdotal (Arão) ao círculo da fé (todos os que temem). A mesma estrutura inclusiva aparece em Efésios 2:11-22 — os que antes estavam longe (gentios) foram aproximados. “Auxílio e escudo” — o mesmo par do Salmo 33:20 (“a nossa alma espera no Senhor; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo”). O “auxílio” (ezer) é ajuda ativa; o “escudo” (magen) é proteção passiva. Deus é as duas coisas simultaneamente. Leia os versículos de proteção.
Versículos 12-15 — A Tripla Bênção: Do Presente aos Filhos
“O Senhor se lembrou de nós; ele nos abençoará; abençoará a casa de Israel, abençoará a casa de Arão. Abençoará os que temem ao Senhor, tanto os pequenos como os grandes. O Senhor vos aumentará cada vez mais a vós e a vossos filhos. Sois benditos do Senhor, que fez o céu e a terra.”
“O Senhor se lembrou de nós” — o mesmo verbo “lembrar” (zachar) do Salmo 98:3 e 105:8. A memória ativa de Deus que age ao lembrar. “Ele nos abençoará” — três vezes “abençoará” (v.12-13) espelhando as três convocações à confiança (v.9-11). A estrutura é de promessa: confia (v.9-11) — e Ele abençoará (v.12-13). “Tanto os pequenos como os grandes” (v.13) — a bênção de Deus não é proporcional ao status social ou religioso. Os pequenos recebem a mesma bênção que os grandes. “O Senhor vos aumentará cada vez mais a vós e a vossos filhos” (v.14) — bênção de crescimento e de multiplicação — eco da bênção de Abraão (Gn 22:17). “Sois benditos do Senhor, que fez o céu e a terra” (v.15) — o Criador do cosmos é quem abençoa. A bênção não vem de um deus limitado — vem do “que fez o céu e a terra,” o de capacidade ilimitada para abençoar. Leia os versículos de esperança.
Versículos 16-18 — A Terra aos Filhos dos Homens e o Louvor Urgente
“Os céus são os céus do Senhor, mas a terra foi dada aos filhos dos homens. Os mortos não louvam ao Senhor, nem todos os que descem ao silêncio. Mas nós louvaremos ao Senhor desde agora e para sempre. Louvai ao Senhor!”
“Os céus são os céus do Senhor, mas a terra foi dada aos filhos dos homens” (v.16) — versículo de teologia da criação e da vocação humana. Os céus pertencem a Deus — o espaço da habitação divina. A terra foi “dada” (natan) aos seres humanos — não usurpada, não tomada à força, mas recebida como dádiva do Criador. É a teologia da mordomia: a terra é propriedade de Deus entregue em gestão aos seres humanos. Genesis 1:28 — “dominai a terra” — é o mandato que este versículo fundamenta. “Os mortos não louvam ao Senhor, nem todos os que descem ao silêncio” (v.17) — argumento da urgência do louvor: a morte silencia o louvor. O além (no pensamento veterotestamentário) não é lugar de louvor ativo — é o “silêncio” onde os mortos não falam. “Mas nós louvaremos ao Senhor desde agora e para sempre” (v.18) — o “mas nós” adversativo que inverte tudo. Os mortos não louvam — mas nós estamos vivos e louvaremos. “Desde agora” (me’attah) — imediatamente, não adiando. “E para sempre” (ve’ad olam) — para além do tempo visível. É a motivação mais urgente disponível: a vida é o espaço do louvor — portanto louvar agora, enquanto há vida. Leia os versículos sobre confiança em Deus.
A Teologia dos Ídolos e da Assimilação Espiritual
O Salmo 115:8 — “semelhantes a eles serão os que os fazem, e todos os que neles confiam” — é a afirmação mais profunda sobre a espiritualidade da adoração. Três aspectos desta lei:
1. Tornamo-nos semelhantes ao que adoramos: É lei universal da espiritualidade — positiva e negativa. 2 Coríntios 3:18 afirma o lado positivo: “nós todos, com a face descoberta, refletindo como espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória à sua semelhança.” O adorador de Deus torna-se progressivamente semelhante a Deus — misericordioso, fiel, justo. O adorador do ídolo (do poder, do dinheiro, do prazer) torna-se progressivamente semelhante ao ídolo — mudo, cego, surdo às coisas de Deus.
2. O ídolo moderno não precisa ser de prata e ouro: A polêmica anti-ídolos do Salmo 115 é frequentemente lida como ultrapassada — mas o princípio é perene. O “ídolo” no sentido bíblico é qualquer objeto de confiança e de orientação existencial que substitui Deus. O poder político, o sucesso econômico, a aprovação social, o prazer imediato — podem ser “ídolos” modernos que têm a mesma incapacidade de falar, ver e agir que os ídolos de prata e ouro do Salmo 115.
3. O antídoto ao ídolo é a confiança no Deus vivo: Os versículos 9-11 — “confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo” — são a alternativa direta à confiança nos ídolos (v.4-8). O antídoto não é a crítica intelectual dos ídolos — é a transferência ativa de confiança para o Deus que é “auxílio e escudo.”
O Salmo 115 e a Tradição Cristã
A abertura do Salmo 115 — “não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” — tornou-se o texto fundante da espiritualidade da “glória de Deus” que atravessa toda a tradição cristã:
Inácio de Loyola formulou o princípio “ad maiorem Dei gloriam” (para a maior glória de Deus) — o lema da Companhia de Jesus — que é expansão da teologia do Salmo 115:1.
João Calvino adotou “soli Deo gloria” como um dos cinco “solas” da Reforma — afirmando que toda a glória pertence exclusivamente a Deus. O texto base desta convicção é o Salmo 115:1.
A Regra de São Bento começa cada obra com “Ut in omnibus glorificetur Deus” (para que em tudo Deus seja glorificado) — eco direto do Salmo 115:1. A abdicação de toda glória própria em favor da glória de Deus é o princípio monástico mais fundamental, com raiz no Salmo 115. Leia o Salmo 113 como par do Salmo 115 na sequência do Hallel.
O Salmo 115 na Liturgia Cristã e Judaica
Na tradição judaica, o Salmo 115 é cantado no Seder de Pessach após a refeição — como celebração da libertação do Egito (onde os israelitas haviam sido expostos à idolatria egípcia) e como polêmica contra o retorno à idolatria. O versículo 3 — “o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que quer” — é o versículo responsorial que contrasta o Deus de Israel com os deuses do Egito.
Na Liturgia das Horas cristã, o Salmo 115 é cantado nas Laudes de terça-feira. O versículo 1 — “não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” — é a antífona de abertura de missas de consagração de igrejas, de ordenações e de qualquer ato litúrgico que poderia gerar orgulho humano. É o refrão que recorda que tudo é graça e que toda a glória pertence ao Criador.
Como Viver o Salmo 115 no Cotidiano
1. Praticar a Renúncia à Glória Própria — Versículo 1
“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” — desenvolver o hábito de redirecionar qualquer reconhecimento, sucesso ou vitória para Deus. Não por falsa humildade que nega as capacidades — mas pelo reconhecimento de que toda capacidade é dom e que toda glória pertence ao Doador. É o princípio de Paulo em 1 Coríntios 4:7 — “que tens tu que não tenhas recebido? E se o recebeste, por que te glorias como se não o tivesses recebido?” Para a Oração da Manhã.
2. Examinar os Próprios Ídolos — Versículos 4-8
A lista dos órgãos que não funcionam (v.5-7) é convite ao exame de consciência: em que estou confiando que não pode falar, ver, ouvir? Quais são os “ídolos” da própria vida — as fontes de segurança que não têm o poder que pareciam ter? A polêmica anti-ídolos do Salmo 115 não é apenas histórica — é sempre atual para quem examina honestamente onde deposita a confiança última. Leia os versículos de fé e motivação.
3. Confiar no Auxílio e Escudo de Deus — Versículos 9-11
“Confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo” — usar a tripla convocação à confiança como oração diária de posicionamento. “Senhor, eu confio em Ti como meu auxílio e meu escudo” — é a oração mais simples e mais completa de confiança disponível no Salmo 115. Para os versículos sobre confiança em Deus.
4. Louvar Agora, Enquanto Há Vida — Versículo 18
“Os mortos não louvam ao Senhor… mas nós louvaremos desde agora e para sempre” — usar o versículo 18 como motivação urgente para o louvor diário. A morte silencia o louvor — portanto louvar agora. Não adiar o louvor para quando as circunstâncias melhorarem — louvar “desde agora.” A vida é o espaço do louvor, e cada dia é oportunidade de louvar que o amanhã pode não ter. Para os versículos de esperança.
Oração Baseada no Salmo 115
Não a nós, Senhor —
não a nós —
mas ao Teu nome dá glória,
por causa da Tua misericórdia
e da Tua fidelidade.
O nosso Deus está nos céus.
Ele faz tudo o que quer.
Os ídolos têm boca — e não falam.
Olhos — e não veem.
Ouvidos — e não ouvem.
Semelhantes a eles serão os que neles confiam.
Israel — confia no Senhor.
Casa de Arão — confia no Senhor.
Vós que temeis ao Senhor — confiai no Senhor.
Ele é o seu auxílio e o seu escudo.
O Senhor se lembrou de nós.
Ele nos abençoará —
tanto os pequenos como os grandes.
Sois benditos do Senhor
que fez o céu e a terra.
Os mortos não louvam ao Senhor.
Mas nós —
nós louvaremos ao Senhor
desde agora e para sempre.
Louvai ao Senhor!
Amém.
Frases do Salmo 115 para Compartilhar
- “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por causa da tua misericórdia e da tua fidelidade.” — Salmo 115:1
- “O nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que quer.” — Salmo 115:3
- “Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem.” — Salmo 115:5-6
- “Semelhantes a eles serão os que os fazem, e todos os que neles confiam.” — Salmo 115:8
- “Israel, confia no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.” — Salmo 115:9
- “Abençoará os que temem ao Senhor, tanto os pequenos como os grandes.” — Salmo 115:13
- “Os mortos não louvam ao Senhor… mas nós louvaremos ao Senhor desde agora e para sempre.” — Salmo 115:17-18
- “O Salmo 115 revela a lei mais profunda da adoração: ‘tornamo-nos semelhantes ao que adoramos’ — o adorador do ídolo torna-se mudo e cego; o adorador de Deus torna-se gracioso e misericordioso.”

O Salmo 115 e Outros Conteúdos do Site
- Salmo 113 — O primeiro do Hallel — par imediato do Salmo 115.
- Salmo 114 — O Êxodo como fundamento — par do Hallel Egípcio.
- Salmo 96 — “Todos os deuses dos povos são ídolos” — par da polêmica anti-ídolos.
- Salmo 46 — “Deus é o nosso refúgio” — par do “auxílio e escudo” do v.9-11.
- Versículos de Proteção — “Ele é o seu auxílio e o seu escudo” — v.9-11 como fundamento.
- Versículos de Esperança — “Mas nós louvaremos desde agora e para sempre” — v.18.



